Morre o pai da macrobiótica no Brasil

O japonês e brasileiro naturalizado Tomio Kikuchi, considerado o pai da macrobiótica no Brasil, faleceu na última quinta-feira (4), em sua residência, em São Paulo, aos 94 anos. Kikuchi havia sofrido uma queda e fraturado o úmero. Com uma recuperação complicada e dificuldades para se alimentar veio a óbito após um jejum involuntário de cinco dias, pouco antes de vir a óbito, Kikuchi pediu que a família continuasse o seu legado e que estava consciente de ter cumprido sua missão

Morre o pai da macrobiótica no Brasil
Morre o pai da macrobiótica no Brasil

247 - O japonês e brasileiro naturalizado Tomio Kikuchi, considerado o pai da macrobiótica no Brasil, faleceu na última quinta-feira (4), em sua residência, em São Paulo, aos 94 anos. Kikuchi havia sofrido uma queda e fraturado o úmero. Com uma recuperação complicada e dificuldades para se alimentar veio a óbito após um jejum involuntário de cinco dias.

Kikuchi nasceu na província de Tochigi, em 12 de fevereiro de 1926, em uma área rural no Japão. Foi soldado durante a Segunda Guerra Mundial e entre e 1948 e 1953, foi discípulo de George Ohsawa, criador do Princípio Único, filosofia que baseia a macrobiótica.

Ele imigrou para o Brasil em 1955 para divulgar a filosofia de vida e onde fundou a Escola Musso e o Instituto do Princípio Único do Brasil, do qual foi o presidente vitalício. Em 1971 foi naturalizado. O sistema educacional criado por Kikuchi é formado pelo "Instituto Princípio Único do Brasil", "Centro Internacional de Auto-Educação Vitalícia", "Comunidade Escola Musso", "Academia de Aikido Mussubi", "Escola de Nutrição Satori" e "Editora Musso Publicações".

Confira a nota da família enviada pelo Instituto Musso.

"Informamos, com natural-sentimental pesar, o falecimento, no dia 04 de abril, do professor Tomio Kikuchi.

Já há alguns dias, o Professor Tomio Kikuchi revelava, com seus 93 anos de idade, nítidos sinais de enfraquecimento, em razão do acidente que sofreu (queda em sua casa), quando então fraturou o úmero esquerdo.

A partir desse acidente, passou a não ter mais apetite, ficando praticamente em jejum por mais de 5 dias, apesar dos esforços pessoais, dele próprio, e do acompanhamento e estímulo dos familiares.

O jejum, involuntário, enfraqueceu-o profundamente e, com isso, no dia 4 de abril, às 9:10h, veio a falecer.

Pôde, nos minutos finais, dizer que todos nós, participantes vitais, deveríamos continuar o processo educativo que ele teve a honra de estimular. Disse ainda que estava consciente de ter cumprido a sua missão.

São Paulo,06 de abril de 2019
Família Kikuchi"

 

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