Mortes por Covid-19 se multiplicaram por 9 durante gestão interina do general Pazuello

Pazuello é o terceiro titular da pasta durante a pandemia do novo coronavírus. Ele foi nomeado depois de Jair Bolsonaro demitir dois médicos na titularidade da pasta - Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. No período de sua interinidade as mortes por Covid-19 cresceram nove vezes

General Eduardo Pazuello
General Eduardo Pazuello (Foto: Erasmo Salomao/MDS)
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247 - Em maio, no primeiro dia do general Pazuello no cargo de ministro interino da Saúde, o número de mortes pelo novo coronavírus no Brasil era de 14.817 e os casos confirmados, 218.223, segundo o próprio Ministério da Saúde. Na quarta-feira (16), data em que Pazuello tomou posse como ministro, são 134.174 mortes confirmadas e 4,4 milhões de casos confirmados, segundo o consórcio de veículos de imprensa. O total de vítimas cresceu nove vezes no período. 

A informação é de O Estado de S.Paulo, que ressalta que a primeira ação efetiva de Pazuello no cargo, em maio, foi atender ao pedido de Bolsonaro de recomendar a cloroquina para todos os pacientes de Covid-19. 

Em documento divulgado em 20 de maio, o ministério orientou a prescrição da cloroquina desde os primeiros sintomas da Covid-19, apesar de vários estudos terem mostrado a falta de eficácia do medicamento. 

Na época, o Ministério das Relações Exteriores informou que o governo dos Estados Unidos entregou ao Brasil 2 milhões de doses de hidroxicloroquina.

Pazuello instituiu um estilo de gestão sem transparência. Ele acabou com as entrevistas coletivas diárias. Desde que havia começado a pandemia no Brasil, em março, o ministério concedia diariamente uma coletiva para a imprensa com números e novas informações sobre o combate à doença.

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