Mourão diz que Gilmar 'forçou a barra' ao criticar militares na Saúde

"Ele forçou uma barra aí que está criando um incidente com o Ministério da Defesa", afirmou o vice, Hamilton Mourão, se referindo à decisão dos militares de acionar a PGR contra o ministro do STF

(Foto: Marcos Correa/PR | Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
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247 - O vice-presidente, Hamilton Mourão, afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes "passou da linha da bola" e "forçou a barra" com suas declarações que associaram o Exército a um "genocídio" ao falar sobre a pandemia do novo coronavírus.

"O ministro não foi feliz. Aí vou usar uma linguagem do jogo de polo: ele cruzou a linha da bola, ao querer comparar com genocídio o fato das mortes ocorridas aqui no Brasil na pandemia, querer atribuir essa culpa ao Exército, porque tem um oficial general do Exército como ministro interino da Saúde", disse o vice-presidente, durante transmissão promovida pelo banco Genial Investimentos.

"Ele forçou uma barra aí que está criando um incidente com o Ministério da Defesa", completou, se referindo à decisão dos militares de acionar a PGR (Procuradoria Geral da República) contra Gilmar Mendes.

Gilmar Mendes criticou durante uma live a ausência de ministro da Saúde, pasta que mantém como interino o general Eduardo Pazuello. "É preciso fazer alguma coisa. Isso é ruim, é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável. Não é razoável para o Brasil. É preciso dizer, é preciso pôr fim a isso", disse.

Mourão afirmou que as críticas feitas ao governo são válidas, mas que o ministro do Supremo "ultrapassou o limite da crítica".

“Não é aceitável que se tenha esse vazio no Ministério da Saúde. Pode até se dizer: a estratégia é tirar o protagonismo do governo federal, é atribuir a responsabilidade a estados e municípios. Se for essa a intenção é preciso se fazer alguma coisa. Isso é ruim, é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável. Não é razoável para o Brasil. É preciso pôr fim a isso”, afirmou.

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