MP do TCU quer investigar contrato de auditoria milionária da 'caixa-preta' do BNDES

Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pede fiscalização em contrato de R$ 48 milhões de auditoria da suposta "caixa-preta" do BNDES de apenas oito páginas que concluiu não haver desvios nas operações com a JBS

Jair Bolsonaro e Gustavo Montezano
Jair Bolsonaro e Gustavo Montezano (Foto: Marcos Corrêa/PR | Reuters)
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247 - O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MP-TCU) ingressou nesta sexta-feira (24), com uma representação pedindo a apuração do gasto de R$ 48 milhões feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com uma auditoria em operações externas com as empresas JBS, Eldorado Brasil Celulose e Grupo Bertin, que concluiu não haver desvios nas operações. A campanha sobre supostas irregularidades no banco tinha como objetivo atingir os governos do PT

Conforme apurou reportagem do jornal o Estado de S.Paulo, para colocar de pé o desejo de abrir a suposta "caixa-preta", o banco sob a gestão Jair Bolsonaro fez diversos aditivos no contrato com a empresa que venceu edital de consultoria internacional na área de direito elevando o custo em milhões.

Somente o atual presidente do banco, Gustavo Montezano, aumentou em US$ 3,5 milhões de dólares, cerca de R$ 15 milhões, o valor da auditoria. O reajuste de 25% aconteceu por meio de um aditivo contratual, publicado no dia 25 de outubro de 2019, e aumentou de US$ 14 milhões para US$ 17,5 milhões o valor total do contrato da Cleary Gottlieb Steen & Hamilton, escritório contratado para realizar os serviços de auditoria. 

Para o MP, "é necessário aprofundar a investigação para se apurar todos esses fatos, só que agora sob a ótica do controle externo, com vistas a verificar se o valor do contrato está de acordo com o praticado no mercado e se a própria contratação dos escritórios mencionados no preâmbulo”.

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