MP pede afastamento de Ricardo Salles por destruição total das leis de proteção ambiental no Brasil

Nesta segunda-feira, ele derrubou normas que impediam a instalação de resorts em áreas de restingas e mangues no litoral brasileiro e também tem sido conivente com a destruição do Pantanal e da Amazônia

Ricardo Salles e manguezal
Ricardo Salles e manguezal (Foto: Reuters)
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Sputnik – O Ministério Público Federal (MPF) solicitou nesta segunda-feira (28) ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que analise o pedido de afastamento do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, do cargo.

Os procuradores argumentam que "a permanência do requerido Ricardo de Aquino Salles no cargo de Ministro do Meio Ambiente tem trazido, a cada dia, consequências trágicas à proteção ambiental, especialmente pelo alarmante aumento do desmatamento, sobretudo na Floresta Amazônica".

O MPF propôs o afastamento do ministro no dia seis de julho na primeira instância da Justiça Federal no Distrito Federal. A ação tramita na 8ª Vara Federal no DF, mas o pedido ainda não foi avaliado. As informações foram publicadas pelo portal G1.

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Na última sexta-feira (25), os procuradores reiteraram para a 8ª Vara Federal no DF para que o pedido para afastar Salles do cargo fosse analisado, mas a decisão ainda aguarda recursos.

No documento enviado ao TRF-1, o MPF apresenta dados sobre o desmatamento entre 2018 e 2019 na Amazônia.

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"Caso não haja o cautelar afastamento do requerido do cargo de Ministro do Meio Ambiente, o aumento exponencial e alarmante do desmatamento da Amazônia, consequência direta do desmonte deliberado de políticas públicas voltadas à proteção do meio ambiente, pode levar a Floresta Amazônica a um 'ponto de não retorno', situação na qual a floresta não consegue mais se regenerar", escreveu o órgão.

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