HOME > Brasil

MPF abre ação para tirar benefícios de delatores da Lava Jato

Ministério Público Federal (MPF) abriu procedimentos para apurar se houve quebra dos acordos de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato feitos pelo lobista Fernando Moura, pelo contador Roberto Trombeta e seu sócio Rodrigo Morales, ambos ligados à UTC Engenharia; se as suspeitas dos procuradores forem confirmadas, delatores poderão perder os benefícios obtidos - como suspensão de processos e penas menores - acordados com a Justiça; apesar disso, as provas já obtidas por meio do mecanismo poderão ser utilizadas nos processos da Lava Jato

Ministério Público Federal (MPF) abriu procedimentos para apurar se houve quebra dos acordos de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato feitos pelo lobista Fernando Moura, pelo contador Roberto Trombeta e seu sócio Rodrigo Morales, ambos ligados à UTC Engenharia; se as suspeitas dos procuradores forem confirmadas, delatores poderão perder os benefícios obtidos - como suspensão de processos e penas menores - acordados com a Justiça; apesar disso, as provas já obtidas por meio do mecanismo poderão ser utilizadas nos processos da Lava Jato (Foto: Paulo Emílio)

247 - O Ministério Público Federal (MPF) está abrindo um procedimento para apurar se houve quebra dos acordos de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato feitos pelo lobista Fernando Moura, pelo contador Roberto Trombeta e seu sócio Rodrigo Morales, ambos ligados à UTC Engenharia. Caso a suspeita seja comprovada, os delatores poderão perder os benefícios obtidos com o acordo feito com a Justiça. Apesar disso, as provas já obtidas por meio do mecanismo poderão ser utilizadas nos processos da Lava Jato.

Em janeiro, Moura alegou ao juiz federal Sérgio Moro que o ex-ministro José Dirceu tivesse indicado diretamente Renato Duque para o comando da Diretoria de Serviços da Petrobras, além de ter dito que o lobista saísse do Brasil durante o processo da Ação Penal 470, o chamado escândalo do mensalão. O depoimento vai de encontro ao prestado por ele em sua delação premiada.

Com o risco de perder os benefícios, contudo, ele voltou a acusar Dirceu em um novo depoimento e afirmou que o ex-ministro era sabedor que a propina que recebia de empreiteira era originária de desvios na Petrobras.

Além do procedimento contra Moura, o MPF também deverá abrir procedimento para pedir a possível anulação dos acordos de delação feitos pelo contador Roberto Trombeta e seu sócio Rodrigo Morales. A alegação é que eles que não entregaram documentos ligados às investigações e que também teriam tido problemas para pagar a multa fechada no acordo.

Os procuradores também dizem que irão investigar "indícios de possível envolvimento dos colaboradores com novos fatos criminosos, mediante condutas praticadas posteriormente à assinatura do acordo de colaboração".