MPF mira procurador que teria ajudado JBS em investigação

O Conselho Superior do Ministério Público Federal instaurou um processo administrativo disciplinar com o objetivo de apurar a conduta do procurador Ângelo Goulart Vilela, que chegou a ser preso em maio do ano passado por suspeita de ter atuado para beneficiar o grupo J&F, controlador do frigorífico JBS, e para obstruir investigações sobre supostas irregularidades praticadas por empresas do grupo

O Conselho Superior do Ministério Público Federal instaurou um processo administrativo disciplinar com o objetivo de apurar a conduta do procurador Ângelo Goulart Vilela, que chegou a ser preso em maio do ano passado por suspeita de ter atuado para beneficiar o grupo J&F, controlador do frigorífico JBS, e para obstruir investigações sobre supostas irregularidades praticadas por empresas do grupo
O Conselho Superior do Ministério Público Federal instaurou um processo administrativo disciplinar com o objetivo de apurar a conduta do procurador Ângelo Goulart Vilela, que chegou a ser preso em maio do ano passado por suspeita de ter atuado para beneficiar o grupo J&F, controlador do frigorífico JBS, e para obstruir investigações sobre supostas irregularidades praticadas por empresas do grupo (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O Conselho Superior do Ministério Público Federal instaurou nesta terça-feira (6) um processo administrativo disciplinar com o objetivo de apurar a conduta do procurador Ângelo Goulart Vilela, que chegou a ser preso em maio do ano passado por suspeita de ter atuado para beneficiar o grupo J&F, controlador do frigorífico JBS, e para obstruir investigações sobre eventuais irregularidades praticadas por empresas do grupo. Em agosto do mesmo ano, ele foi solto por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o MPF, Goulart atuou para embaraçar investigações, vendendo informações sigilosas sobre investigações relacionadas à J&F. À época dos fatos apurados, ele integrava a força-tarefa da Operação Greenfield, que investigava, entre outros, as empresas de Joesley e Wesley Batista, e irregularidades em fundos de pensão.

Além do processo disciplinar, o conselho afastou o procurador do cargo por 120 dias.

 

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