MPF pede bloqueio de bens de Barros por compra irregulares de remédios, que não foram entregues
Houve a compra dos medicamentos para tratamento de doenças raras nunca foram entregues, com três pagamentos antecipados de quase R$ 20 milhões, quando Ricardo Barros era ministro da Saúde no governo Temer
247 - O Ministério Público Federal (MPF) voltou a pedir na Justiça o bloqueio de cerca de R$ 20 milhões em bens do deputado Ricardo Barros, líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, servidores e ex-servidores do Ministério da Saúde e funcionários da Global Gestão em Saúde.
O pedido foi feito na quinta-feira, 23, pela procuradora da República no DF Carolina Martins de Oliveira dentro de uma ação de improbidade administrativa que apontou irregularidades na compra de remédios pelo Ministério da Saúde entre 2016 e 2018, quando Barros comandava a pasta, durante o governo de Michel Temer (MDB).
Houve a compra dos medicamentos para tratamento de doenças raras nunca foram entregues, com três pagamentos antecipados de quase R$ 20 milhões. A Global é sócia da Precisa Medicamentos, que fechou um contrato superfaturado para a venda de 20 milhões de doses da Covaxin (vacina contra a Covid-19) ao governo federal.
O deputado federal Luis Miranda (DEM) denunciou que a compra superfaturada da Covaxin foi articulada por Barros.
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