MPF propõe ação de improbidade contra Pazuello e acusa ex-ministro de causar prejuízo de R$ 122 milhões por gestão na pandemia

De acordo com o MPF, "a omissão e a negligência" de Eduardo Pazuello no trato das negociações das vacinas "custou caro à sociedade, à saúde da população e ao SUS"

www.brasil247.com - Eduardo Pazuello
Eduardo Pazuello (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)


247 - O Ministério Público Federal enviou à Justiça, nessa quarta-feira (30), uma ação de improbidade administrativa contra o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. A ação aponta quase R$122 milhões de dano ao erário. De acordo com o MPF, "a omissão e a negligência" dele "no trato das negociações das vacinas custou caro à sociedade (que sofre os efeitos sociais de uma economia em crise e sem perspectiva de reação), à saúde da população (que amarga índices descontrolados de morbidade e mortalidade por covid-19) e ao SUS (cujos leitos de UTI Covid adulto, só no primeiro semestre de 2020, custaram R$ 42 milhões/dia ou R$ 1,27 bilhão/ mês)".

O órgão também requer ressarcimento integral do prejuízo, pagamento de multa de até duas vezes o valor do dano, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos e proibição de contratar com o Poder Público. O processo tramita, provisoriamente, em segredo de justiça.

A ação enviada à 20ª Vara de Justiça federal é resultado de um inquérito civil instaurado inicialmente por representação de um cidadão comum. Em seguida, ela foi juntada a diversos outros pedidos de investigação apresentados por agentes públicos e entidades civis. Os representantes apontavam, sobretudo, irregularidades e omissões ocorridas na gestão do Ministério da Saúde e outros órgãos do governo, no combate à Covid-19.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Procuradores citaram a "omissão injustificada do acusado na aquisição tempestiva de vacinas para imunizar a população ainda em 2020", de acordo com o MPF. Outra foi a "adoção ilegal – e indevida – do chamado 'tratamento precoce' como principal ação de política pública para enfrentar o coronavírus em 2020 e 2021". 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O ministério também apontou uma terceira conduta, ao dizer
que o ex-ministro foi, "injustificadamente, omisso na ampliação de testes para a população e na distribuição de milhares de kits de testes PCR, a ponto de perderem a sua validade nos almoxarifados do Ministério da Saúde". 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outra postura citada pelo MPF foi ações tomadas pelo ex-ministro "para dificultar o acesso da sociedade às informações essenciais sobre a pandemia, suprimindo a publicidade de dados relevantes ao seu acompanhamento e evolução".

Os procuradores afirmam ainda que o ex-ministro foi "omisso no papel de gestor nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), ao deixar de coordenar ações de controle, aquisição e distribuição de medicamentos essenciais para pacientes internados por Covid". 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Com informações do MPF

Inscreva-se no canal de cortes da TV 247 e saiba mais:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cortes 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email