MTST vai às ruas pelo auxílio emergencial de R$ 600 e faz bloqueios em 8 estados

"Ninguém aguenta mais. Chegou o limite. Tem gente desempregada passando fome porque reduziram o auxílio emergencial", afirmou o líder do MTST, Guilherme Boulos. Movimento realiza protestos em oito estados pelo pagamento de R$ 600 do auxílio emergencial e por mais investimentos em moradias

Líder do MTST, Guilherme Boulos
Líder do MTST, Guilherme Boulos (Foto: Divulgação)
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247 - Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fazem protestos em oito estados, nesta sexta-feira (7), pelo pagamento de R$ 600 do auxílio emergencial e por moradias. Estão sendo realizadas manifestações em cidades como São Paulo, em Porto Alegre (RS), no Recife (PE), em Maceió (AL), em Goiânia (GO), em Diamantina (MG) e em Niterói (RJ).

O benefício foi interrompido no dia 31 de dezembro. Foi retomado em 6 de abril, mas com valores de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375 por domicílio. No primeiro semestre do ano passado, o auxílio começou com R$ 600/R$ 1200 por família. Depois caiu para R$ 300/R$ 600 no segundo semestre. 

"Ninguém aguenta mais. Chegou o limite. Tem gente desempregada passando fome porque reduziram o auxílio emergencial. Tem gente sendo despejada por não conseguir pagar o aluguel", afirmou Guilherme Boulos, coordenador nacional do movimento. Os relatos de membros do MTST foram publicados pela coluna de Leonardo Sakamoto

Coordenadora estadual do MTST em São Paulo, Débora Lima afirmou que "esse novo auxílio pago pelo governo não dá nem para comprar uma cesta básica". "A inflação está lá em cima, com o arroz, o feijão, o óleo de soja muito caros. O brasileiro não come mais mistura, nem consegue botijão de gás - tem gente que voltou a cozinhar a lenha", disse. "Estamos nessa manifestação, que é pacífica, por que não dá mais para ficar parado", acrescentou.

O governo federal quase zerou os recursos do orçamento para as obras de moradia voltadas a famílias de baixa renda no programa Minha Casa, Minha Vida que estão em andamento. Do R$ 1,5 bilhão previsto, sobraram R$ 27 milhões. Uma redução de mais de 98%. O corte atinge a antiga faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, com residências subsidiadas, para famílias com orçamento de até R$ 1.800 mensais.

ato
Ato em São Paulo

 

protesto


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