Mudança no Coaf tem relação com crise Queiroz-Flávio Bolsonaro

A quase certa demissão do atual presidente do Coaf, Roberto Leonel, indicado por Moro, tem uma motivação "caseira": o projeto de espalhar o método Lava Jato pelo Brasil bateu de frente com o filho predileto de Bolsonaro, senador Flávio Bolsonaro (PSL-SP), o 'Zero Um', no caso Queiroz

247 - A quase certa demissão do atual presidente do Coaf, Roberto Leonel, indicado por Moro, tem uma motivação "caseira": o projeto de espalhar o método Lava Jato pelo Brasil bateu de frente com o filho predileto de Bolsonaro, senador Flávio Bolsonaro (PSL-SP), o 'Zero Um', no caso Queiroz.

O jornalista André Guilherme Vieira escreve, no Valor Econômico, que "a provável queda de Roberto Leonel do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), vinculado ao Ministério da Economia, é mais do que apenas outra batalha perdida pelo ministro da Justiça Sergio Moro. Trata-se da intensificação de um processo de fritura ao ex-juiz da Lava-Jato, até aqui gradual, iniciado no dia em que ele aceitou o convite para pendurar a toga e tornar-se político, feito pelo então presidente eleito Jair Bolsonaro, em novembro de 2018".

Há uma dupla crise no interior da articulação do governo na queda do aliado e amigo de Moro da presidêcia do Coaf: a trombada com Fávio e a eleição de 2022. Moro atuava em dupla com Roberto Leonel durante os anos de ouro da inquisição em Curitiba: auditor fiscal e chefe do Escritório de Pesquisa e Investigação Fiscal da 9ª Região, era ele um super araponga a rastrear as contas e bens dos alvos de Moro, em seguida sentenciados pelo juiz.


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