Na Marcha da Liberdade, não se fala em maconha, diz Polícia

Em mais um ato de represso, a Segurana Pblica quer pautar o que pode e o que no pode ser dito na manifestao deste sbado

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A polícia paulista informou ontem que vai proibir qualquer referência a maconha e outras drogas na Marcha da Liberdade - passeata programada para amanhã à tarde na região central de São Paulo. O ato foi convocado durante a semana por meio de panfletos e redes sociais na internet, em reação à repressão policial à Marcha da Maconha, no sábado passado, proibida pelo Tribunal de Justiça (TJ) sob o argumento de apologia ao crime e incitação ao uso de drogas.

A nova marcha, segundo os organizadores, será “pacífica e festiva” e terá como proposta a ampla defesa do direito de liberdade de expressão. Devem participar do ato grupos como movimento negro, mulheres que defendem a legalização do aborto e ciclistas que lutam por mais espaço no trânsito da metrópole. A organização espera reunir de 2 mil a 3 mil pessoas. Eles planejam sair do vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, e seguir até a Praça da República, passando pela Rua da Consolação. Ontem, comprometeram-se a ocupar apenas duas faixas das vias, sem bloqueá-las.

Em reunião que definiu o trajeto e o deslocamento da nova manifestação, realizada ontem na sede do 7.º Batalhão da Polícia Militar (PM), que cuida da região central da capital, tanto a PM quanto a Polícia Civil deram ênfase ao entendimento que referências a substâncias entorpecentes serão interpretadas como apologia ao crime ou incitação ao uso.

“Nenhuma referência dessas será permitida”, afirmou a delegada Victória Guimarães, titular do 78.º DP (Jardins), durante a reunião. “Qualquer apologia fará com que adotemos as providências necessárias”, disse o major Marcos Félix, coordenador do 7.º Batalhão da PM.

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