No Dia Internacional Contra a Homofobia, Grupo Gay da Bahia alerta para 'mensagens aterrorizantes do bolsonarismo'

De acordo com o Grupo Gay da Bahia, em 2020, 237 LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) tiveram morte violenta no Brasil, uma queda de 28% na comparação com 2019. Fundador entidade, Luiz Mott diz que "mensagens aterrorizantes dos 'bolsominions' nas redes sociais" são um fator que leva o movimento anti-homofobia a se "acautelar" nas denúncias

Professor Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia
Professor Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia (Foto: Reprodução/Facebook | Reuters)
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247 - Entidades que lutam para combater a discriminação por orientação sexual celebram nesta segunda-feira (17) o Dia Internacional Contra a Homofobia. Em 2020, 237 LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) tiveram morte violenta no Brasil, vítimas da homotransfobia: 224 homicídios (94,5%) e 13 suicídios (5,5%). Os números constam no relatório "Observatório das Mortes Violentas De LGBTI+No Brasil – 2020", do Grupo Gay da Bahia.

Os mais de 230 representam uma queda de 28% na comparação com o ano anterior, mas o professor Luiz Mott, fundador da entidade, afirma que "a explicação mais plausível para a diminuição" se deve ao "persistente discurso homofóbico" de Jair Bolsonaro e sobretudo às mensagens aterrorizantes dos 'bolsominions' nas redes sociais no dia a dia, levando o segmento LGBTI+ a se acautelar mais, evitando situações de risco de ser a próxima vítima, exatamente como ocorreu quando da epidemia da Aids e a adoção de sexo seguro por parte dessa mesma população".

De acordo com o relatório, "os suicídios de LGBT+ são de dificílima localização nos registros policiais e nas mídias sociais, pois sua subnotificação é ainda superior aos homicídios, sendo agravada por três estigmas: homossexualidade+gênero diverso+morte intencional". "Pesquisas internacionais apontam que o índice de suicídios entre jovens LGBT+ é cinco vezes superior ao de heterossexuais. Em 2020 localizamos 13 suicidas, sendo 7 travestis e mulheres trans, 3 homens trans, 2 gays 1 sem identificação de gênero", destacou o documento.

Diferentemente do que se repete desde que o Grupo Gay da Bahia iniciou tal pesquisa, em 1980, pela primeira vez, as travestis e mulheres trans ultrapassaram os gays em número de mortes: 161 travestis e mulheres trans (70%), 51 gays (22%) 10 lésbicas (5%), 3 homens trans (1%), 3 bissexuais (1%) e finalmente 2 heterossexuais confundidos com gays (0,4%).

O ano recorde de mortes foi 2017, com 445 mortes, seguido em 2018 com 420, baixando para 329 mortes em 2019 e agora 237 em 2020.

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