Novo líder do PT na Câmara propõe construir a união das esquerdas desde já
O deputado federal Enio Verri (PR), novo líder do PT na Câmara em substituição ao gaúcho Paulo Pimenta defende uma unidade da esquerda brasileira em duas mãos. O PT estaria disposto a compor uma aliança com Marcelo Freixo (Psol) pela prefeitura do Rio de Janeiro, ou com Manuela d’Ávila (PCdoB), em Porto Alegre – ela aparece liderando pesquisa de intenção de voto do Instituto Methodus, divulgada em outubro pelo jornal Correio do Povo.
247 - Escolhido para ser o líder do PT na Câmara em 2020, para ocupar o posto hoje de Paulo Pimenta (RS), o deputado federal Enio Verri (PR) defende a unidade da esquerda brasileira jká para as eleições municipais de 2020.
Em entrevista à Rede Brasil Atual, Verri afirma que o PT comporia uma aliança com Marcelo Freixo (Psol) pela prefeitura do Rio de Janeiro, ou com Manuela d’Ávila (PCdoB), em Porto Alegre – ela aparece liderando pesquisa de intenção de voto do Instituto Methodus, divulgada em outubro pelo jornal Correio do Povo.
“Essa unidade se faz olhando por exemplo para o Rio de Janeiro, no caso do Freixo, ou Porto Alegre, no caso da Manuela d’Ávila. Mas também queremos que o Psol e o PCdoB olhem realidades nossas, para que possamos construir alianças onde o PT tem bons candidatos, para que eles também nos apoiem. Essa é a ideia de uma grande aliança de uma frente de esquerda”, diz Verri. “Reconhecer Rio, Porto Alegre, como espaços importantes do Psol e do PCdoB, mas também que eles nos reconheçam em outras cidades, para que possamos trabalhar juntos.”
Segundo Verri, no contexto da Câmara dos Deputados, “a esquerda está unida”. “Claro que cada partido tem sua característica. Se todos pensássemos igual, estávamos em um partido só. Se você pegar as principais votações da Câmara, a esquerda tem lutado junto”, afirma. “Se você pegar PT, PCdoB, Psol, PDT, PSB e Rede, temos conseguido construir um diálogo muito bom. Na Câmara o diálogo da esquerda avança.”
Na opinião de Verri, o “discurso fascista, ultrapassado” de Jair Bolsonaro começará a não surtir efeitos quando a população começar a entender que os motivos da crise e do desemprego são consequências das políticas do governo. “A situação do Bolsonaro vai piorar muito, porque boa parte das pessoas que votam nele são as que estão sendo empobrecidas pelas políticas econômicas”, diz o deputado.