Novo ministro da Justiça já enfrentou Veja e Gilmar

Eugênio Aragão tem um perfil muito diferente do de José Eduardo Cardozo, que o antecedeu no cargo; nas eleições presidenciais de 2014, ele, como procurador eleitoral, fixou multa de R$ 500 mil por hora à revista Veja, que se negava a cumprir ordem judicial sobre a capa "Eles sabiam de tudo", feita para mudar o resultado da disputa; antes disso, ele havia recomendado a aprovação, com ressalvas, das contas da presidente Dilma Rousseff, a despeito das pressões do ministro Gilmar Mendes; Aragão chegou a pedir que a relatoria do caso não ficasse nas mãos de Gilmar; sua escolha parece ter sido feita para um cenário de guerra

Eugênio Aragão tem um perfil muito diferente do de José Eduardo Cardozo, que o antecedeu no cargo; nas eleições presidenciais de 2014, ele, como procurador eleitoral, fixou multa de R$ 500 mil por hora à revista Veja, que se negava a cumprir ordem judicial sobre a capa "Eles sabiam de tudo", feita para mudar o resultado da disputa; antes disso, ele havia recomendado a aprovação, com ressalvas, das contas da presidente Dilma Rousseff, a despeito das pressões do ministro Gilmar Mendes; Aragão chegou a pedir que a relatoria do caso não ficasse nas mãos de Gilmar; sua escolha parece ter sido feita para um cenário de guerra
Eugênio Aragão tem um perfil muito diferente do de José Eduardo Cardozo, que o antecedeu no cargo; nas eleições presidenciais de 2014, ele, como procurador eleitoral, fixou multa de R$ 500 mil por hora à revista Veja, que se negava a cumprir ordem judicial sobre a capa "Eles sabiam de tudo", feita para mudar o resultado da disputa; antes disso, ele havia recomendado a aprovação, com ressalvas, das contas da presidente Dilma Rousseff, a despeito das pressões do ministro Gilmar Mendes; Aragão chegou a pedir que a relatoria do caso não ficasse nas mãos de Gilmar; sua escolha parece ter sido feita para um cenário de guerra (Foto: Leonardo Attuch)


Na campanha presidencial de 2014, como procurador da Justiça Eleitoral, ele fixou multa de R$ 500 mil por hora à revista Veja, que se negava a cumprir uma ordem judicial sobre direito de resposta.

No fim de semana das eleições, Veja antecipou sua capa, com o título "Eles sabiam de tudo" e as imagens da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula. Como houve a clara intenção de interferir nos resultados eleitorais, Veja foi condenada a ceder direito de resposta à campanha de Dilma por decisão do ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral. No entanto, Veja só a cumpriu às 16h30 do dia do segundo turno, quando Aragão fixou a multa (leia mais aqui).

Antes disso, Aragão foi responsável pelo parecer que recomendou a aprovação das contas, com ressalvas, da presidente Dilma no TSE – o que ocorreu por unanimidade. Hoje, uma das ações que visam à derrubada de Dilma passa justamente pelo TSE e está nas mãos do ministro Gilmar Mendes, desafeto público de Aragão. Antes que o processo caísse nas mãos Gilmar, notório por sua antipatia ao PT, Aragão questionou a forma de distribuição conduzida pelo então presidente do TSE, Dias Toffoli.

Esses dois episódios revelam que Aragão parece ser um ministro escolhido para tempos de guerra – e não de paz.
 

 

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