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Número 2 da Casa Civil atuou como advogado do PMDB após ter sido nomeado para o cargo

Subchefe de assuntos jurídicos do Ministério da Casa Civil, Gustavo Vale da Rocha, prestou serviços, por meio do seu escritório de Advocacia Vale da Rocha Advogados Associados, para o PMDB; ele teria recebido R$ 120 mil do partido quando já era o segundo na hierarquia da Casa Civil; Rocha nega que haja conflito de interesses; ele também foi o advogado responsável por atuar no caso de chantagem envolvendo a primeira-dama Marcel Temer, com o objetivo de impedir que o caso fosse divulgado na imprensa

 Gustavo do Vale Rocha (Foto: Paulo Emílio)

247 - O subchefe de assuntos jurídicos do Ministério da Casa Civil, Gustavo Vale da Rocha, prestou serviços, por meio do seu escritório de Advocacia Vale da Rocha Advogados Associados, para o PMDB. Ele teria recebido R$ 120 mil do partido quando já era o segundo na hierarquia da Casa Civil, aponta reportagem do UOL.

Rocha nega que haja conflito de interesses entre a sua atuação junto ao PMDB e o ministério. Ele também foi o advogado responsável por atuar no caso do vazamento de fotos íntimas envolvendo a primeira-dama Marcel Temer que resultou na condenação a mais de cinco anos de prisão para o hacker responsável pela ação.

Rocha também já atuou para o próprio Michel Temer e, também, para o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), condenado a mais de 15 anos de prisão no âmbito da Operação Lava jato. Segundo o contrato firmado com o PMDB, ele atuaria em nome da legenda em ações relacionadas ao partido.

Rocha foi nomeado por Temer para o cargo de subchefe jurídico da Casa Civil em maio do ano passado com um salário bruto de R$ 15,8 mil, além de receber outros R$ 32 mil mensais por ser membro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Ele foi indicado para o CNMP com o apoio de Cunha, que na época era presidente da Câmara, sendo reconduzido ao cargo neste ano.

O PMDB continuou pagando honorários a Rocha após ele ter sido nomeado para a Casa Civil. Entre junho e setembro de 2016,o PMDB pagou mensalmente R$ 29,9 mil. "Eu já estava afastado das atividades do escritório e não atuei em nenhuma causa nesse período [entre maio e setembro]. Não houve nenhum conflito de interesses. O contrato com o PMDB não era com a minha pessoa física, mas com uma empresa da qual sou sócio", justificou Rocha.