Nuvens carregadas de Trump não serão presenciadas por Fidel, diz FHC

Em nota em que lamenta a morte do líder cubano Fidel Castro, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que Fidel foi responsável por protagonizar a difusão do sentimento latino-americano e a importância para os países da região de se sentirem capazes de afirmar seus interesses; "Os tempos são outros hoje. As nuvens carregadas de Trump não serão presenciadas por Fidel"

Em nota em que lamenta a morte do líder cubano Fidel Castro, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que Fidel foi responsável por protagonizar a difusão do sentimento latino-americano e a importância para os países da região de se sentirem capazes de afirmar seus interesses; "Os tempos são outros hoje. As nuvens carregadas de Trump não serão presenciadas por Fidel"
Em nota em que lamenta a morte do líder cubano Fidel Castro, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que Fidel foi responsável por protagonizar a difusão do sentimento latino-americano e a importância para os países da região de se sentirem capazes de afirmar seus interesses; "Os tempos são outros hoje. As nuvens carregadas de Trump não serão presenciadas por Fidel" (Foto: Aquiles Lins)

247 - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também lamentou a morte do líder cubano Fidel Casto, aos 90 anos. Em nota à imprensa, FHC disse que Fidel foi responsável por protagonizar a difusão do sentimento latino-americano e a importância para os países da região de se sentirem capazes de afirmar seus interesses.

"A luta simbolizada por Fidel dos 'pequenos' contra os poderosos teve uma função dinamizadora na vida política no Continente", disse FHC.

Leia nota do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na íntegra.

"A morte de Fidel faz recordar, especialmente a minha geração, o papel que ele e a revolução cubana tiveram na difusão do sentimento latino-americano e na importância para os países da região de se sentirem capazes de afirmar seus interesses.

A luta simbolizada por Fidel dos "pequenos" contra os poderosos teve uma função dinamizadora na vida política no Continente.

O governo brasileiro se opôs a todas as medidas de cerceamento econômico da Ilha e, desde o governo Sarney até hoje as relações econômicas e políticas entre o Brasil e Cuba fluíram com normalidade.

Estive várias vezes com Fidel, no Brasil, no Chile, em Portugal, na Argentina, em Costa Rica etc. O Fidel que eu conheci, dos anos noventa em diante, era um homem pessoalmente gentil, convicto de suas ideias, curioso e bom interlocutor.

Os tempos são outros hoje. Do desprezo altaneiro aos Estados Unidos, Cuba passou a sentir que com Obama poderia romper seu isolamento. As nuvens carregadas de Trump não serão presenciadas por Fidel. Sua morte, marca o fim de um ciclo, no qual, há que se dizer que, se Cuba conseguiu ampliar a inclusão social, não teve o mesmo sucesso para assegurar a tolerância política e as liberdades democráticas.

Junto com meu pesar ao povo cubano pela morte de seu líder, quero expressar meus votos para que a transição pela qual a Ilha passa permita que a prosperidade aumente, mas que se preserve, num ambiente de liberdade, o sentimento de igualdade que ampliou acesso à educação e à saúde."

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