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"O que antes era uma divergência, passa a ser o motivo de rompimento", diz CEO da Quest sobre divisão política no Brasil

"37% dos eleitores de Jair Bolsonaro acham que votar no ex-presidente Lula é inaceitável, 34% dos eleitores de Lula acham o mesmo de quem bancar a reeleição", diz Felipe Nunes

Felipe Nunes (Foto: Reprodução/ CNN Brasil)

247 - O cientista político e CEO da Quaest, Felipe Nunes, usou o Twitter para analisar a divisão existente no Brasil em função das eleições. “37% dos eleitores do presidente Jair Bolsonaro acham que votar no ex-presidente Lula é inaceitável, 34% dos eleitores de Lula acham o mesmo de quem bancar a reeleição”, destacou Nunes com base em dados da última pesquisa Genial Quaest

Na análise, o especialista observa que “ao longo desta campanha, 42% dos eleitores de Lula dizem que pioraram suas opiniões sobre os que votam em Bolsonaro, enquanto 35% dos bolsonaristas dizem o mesmo sobre o outro lado”. “Perguntados sobre sua reação caso o filho ou a filha se casasse com um militante do outro grupo político, 48% dos eleitores de Lula e 33% dos de Bolsonaro disseram que ficariam 'infelizes’”, ressaltou. 

“11% dos eleitores romperam relações familiares ou de amizade em função da política. É cômodo achar que esses sentimentos são parte da emoção das eleições e que depois do dia 30, as coisas vão melhorar. Ledo engano”, observou Nunes.

“O que se enxerga hoje é um fenômeno distinto, batizado de polarização afetiva. A identificação de cada um com o seu grupo ideológico cresce ao mesmo tempo que a rejeição a quem pensa diferente. O que antes era uma divergência, passa a ser o motivo de rompimento”, avaliou o pesquisador. 

“Vivendo dentro de uma bolha onde todos pensam igual, o eleitor passa a consumir apenas informação que vai de acordo com a sua opinião, numa espiral onde o que é fato e o que fake passam a depender do viés de confirmação”, afirmou o CEO da Quaest. 


 

 

 

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