Obama com proteção máxima

Mais de 3.500 homens cuidaro da segurana do presidente dos EUA em Braslia e no Rio de Janeiro

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Em Brasília, cerca de 3.500 civis e militares aguardam a chegada do visitante ilustre. No Rio, com a mesma expectativa, helicópteros sobrevoam a cidade e viaturas policiais se espalham pelas esquinas. A atual capital do País e sua antecessora se preparam para receber, neste fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com toda a segurança a que o homem mais poderoso do planeta faz jus.

 

A primeira escala do chefe do Executivo dos EUA será em Brasília, onde chegará na manhã deste sábado. Além da vigilância de locais considerados estratégicos, os homens e mulheres das Forças Armadas, Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Corpo de Bombeiros e policiais militares e civis irão controlar o deslocamento da comitiva presidencial e acompanhar todas as atividades de Obama na capital federal.

 

Segundo o comandante da 11ª Região Militar, general José Carlos de Jesus Corrêa, serão empregadas cerca de 350 viaturas, entre elas ao menos dois blindados, 72 motos e seis helicópteros, além das lanchas e equipamentos empregados pela Marinha para patrulhar o Lago Paranoá, onde embarcações particulares não poderão navegar durante o tempo em que Obama estiver na cidade. Apesar da restrição a pousos e decolagens de jatos executivos durante todo o dia, o Aeroporto Internacional de Brasília funcionará normalmente para voos comerciais.

 

O tráfego de veículos na Esplanada dos Ministérios também será interrompido entre as 8 horas e as 17 horas, inclusive nas vias entre os edifícios principais dos ministérios e seus anexos (N1 e S1), no trecho entre a Catedral de Brasília e a Praça dos Três Poderes.

Quem for à esplanada a fim de ver Obama chegar ao Palácio do Planalto, onde ele vai se reunir com a presidenta Dilma Rousseff, terá que se contentar em vê-lo a pelo menos 200 metros de distância, limite definido em função dos riscos e possíveis ameaças, de acordo com o oficial de Comunicação Social do Comando Militar do Planalto, major Gomes da Silva. A segurança pessoal do norte-americano ficará a cargo do próprio Serviço Secreto dos Estados Unidos.

Sem dar muitos detalhes sobre o esquema de segurança, o major disse não poder afirmar que este é o maior esquema já montado no país para receber uma autoridade estrangeira, mas comparou as providências adotadas ao nível de atenção dispensado a eventos como a vinda do papa Bento XVI ao país, em 2009. Silva também explicou que, durante a fase de preparação do esquema, que é discutido com as autoridades norte-americanas, o risco de um atentado terrorista contra Obama ou sua família é levado em conta.

“Existem sim as hipóteses de atentados e de terrorismo e qualquer visita de chefes de Estado demanda uma busca de informações a respeito dessas possibilidades. A tropa está preparada e contamos com destacamento contra terror, pelotão especializado em defesa química e biológica e posso afirmar que as ações preventivas foram tomadas”, disse o major.

Assim como em Brasília, o Rio de Janeiro foi tomado por militares e policiais horas antes da chegada a Brasília do presidente Obama. Como sempre ocorre na cidade – mas só em grandes eventos internacionais –, a Cidade Maravilhosa virou um lugar seguro para se andar.

Nesta sexta-feira, por exemplo, o Comando Militar do Leste promove um grande ensaio com os coordenadores de todas as Forças Armadas. Também participaram do exercício, policiais federais, civis. No total, cerca de 100 pessoas foram mobilizadas para essa operação. Helicópteros que serão utilizados na segurança de Obama fazem voos do Aterro do Flamengo, na Gávea, até o hotel onde o presidente americano ficará hospedado com a mulher e as filhas.

 Outros helicópteros farão o itinerário Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste, até a Cidade de Deus, favela localizada no mesmo bairro. Já no sábado, 19, haverá outro ensaio, onde possivelmente serão utilizados os blindados do Exército. A visita de Obama ao Rio também vai alterar a rotina dos voos. Segundo o Comando Militar do Leste, o Aeroporto Santos Dumont terá funcionamento normal para os voos comerciais. No entanto, as aeronaves menores terão a rota desviada para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador.

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