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OCDE: sistema político do Brasil foi 'capturado' por empresas

Secretário-geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Angel Gurría, classificou nesta quinta-feira, 4, como "caso edificante" a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu doações de empresas a partidos políticos e candidatos em campanhas eleitorais, entre outras ações de combate ao poder econômico; "Quando a política é influenciada por doadores afortunados, as regras são burladas em favor de alguns e em detrimento dos interesses da maioria. Defender normas rigorosas para o financiamento da vida política faz parte dos esforços para resolver as desigualdades e restaurar a confiança na democracia", disse 

Secretário-geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Angel Gurría, classificou nesta quinta-feira, 4, como "caso edificante" a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu doações de empresas a partidos políticos e candidatos em campanhas eleitorais, entre outras ações de combate ao poder econômico; "Quando a política é influenciada por doadores afortunados, as regras são burladas em favor de alguns e em detrimento dos interesses da maioria. Defender normas rigorosas para o financiamento da vida política faz parte dos esforços para resolver as desigualdades e restaurar a confiança na democracia", disse  (Foto: Aquiles Lins)

247 - O secretário-geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Angel Gurría, classificou nesta quinta-feira, 4, como "caso edificante" a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu doações de empresas a partidos políticos e candidatos em campanhas eleitorais. 

A OCDE lançou em Paris o estudo "O financiamento da democracia: financiamento de partidos políticos e o risco de captura da ação política". Para Gurría, as doações de empresas a campanhas eleitorais são o "câncer da democracia".

"Quando a política é influenciada por doadores afortunados, as regras são burladas em favor de alguns e em detrimento dos interesses da maioria. Defender normas rigorosas para o financiamento da vida política faz parte dos esforços para resolver as desigualdades e restaurar a confiança na democracia", disse o secretário-geral da OCDE ao jornal Estado de S. Paulo (leia aqui).