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Odebrecht estuda firmar acordo de leniência

Empreiteira investigada na Lava Jato, cujo presidente, Marcelo Odebrecht, está preso desde junho, cogita um possível acordo de leniência; mudança de ideia ocorreu depois que a presidente Dilma Rousseff assinou uma Medida Provisória que incentiva esse tipo de acerto com o poder público

Empreiteira investigada na Lava Jato, cujo presidente, Marcelo Odebrecht, está preso desde junho, cogita um possível acordo de leniência; mudança de ideia ocorreu depois que a presidente Dilma Rousseff assinou uma Medida Provisória que incentiva esse tipo de acerto com o poder público (Foto: Gisele Federicce)

247 – Investigada na Operação Lava Jato, a Odebrecht mudou de ideia e agora estuda firmar um acordo de leniência com o poder público nos moldes de outras empreiteiras alvo da investigação de corrupção na Petrobras.

A empresa, cujo presidente, Marcelo Odebrecht, está preso desde junho, sempre negou a possibilidade de firmar esse tipo de acordo, com receio de implicações na esfera criminal.

O que estimulou a mudança de postura, segundo o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, foi a assinatura, pela presidente Dilma Rousseff, de uma medida provisória que altera a legislação sobre acordos de leniência.

A MP permite a participação do Ministério Público em acordos de leniência firmados com empresas privadas acusadas de corrupção e dá a essas empresas o direito de continuar participando de contratos com a administração pública caso cumpram penalidades e demais condições legais.

Segundo a presidente, que assinou a medida no último dia 18, após se reunir com empresários e sindicalistas, o objetivo das mudanças na legislação é dar celeridade aos acordos de leniência "sem destruir empresas ou fragilizar a economia".