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Onde está a OAB?

Advogado de José Genoino, Luiz Pacheco critica o silêncio da entidade diante da manobra de Joaquim Barbosa na sessão de ontem, que permitiu o apenamento de seu cliente sem a presença da defesa; Ophir Cavalcante, da OAB, tem polêmicas próprias para resolver, como seu contrato em Belo Monte

Onde está a OAB?

247 - De todos os presidentes que já passaram pela Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, certamente, não é aquele que inspira mais orgulho na categoria. Recebe do Estado sem trabalhar há 17 anos e, no último fim de semana, uma reportagem o acusou de usar a entidade para obter um milionário contrato privado com o consórcio que constrói a usina de Belo Monte (leia mais aqui).

Agora, ele começa a ser criticado por advogados em razão de supostas violações cometidas pelo ministro Joaquim Barbosa, no julgamento da Ação Penal 470. Leia o texto de Vera Magalhães, no Painel da Folha:

Antes... Do relator do mensalão, Joaquim Barbosa, na sessão do dia 8 deste mês no Supremo, às 19h20: "Na segunda-feira vamos atacar o núcleo financeiro".

... e depois Alguns ministros foram informados pouco antes do início da reunião de ontem de que ele mudara a ordem e iniciaria pelas penas do núcleo político. O revisor, Ricardo Lewandowski, e os advogados dos réus não foram alertados.

Ainda essa A banca de dissertação de Mestrado em Direito da qual Lewandowski participou ontem, antes de embarcar para Brasília, era sobre a ideologia dos magistrados a partir das decisões.

À deriva Os advogados do núcleo político dizem que não foram avisados de que o STF definiria a pena dos petistas ontem. "A advocacia foi fortemente destratada pelo relator e pelo presidente em vários momentos do julgamento. E o pior é que a OAB não diz uma palavra", critica Luiz Pacheco, defensor de José Genoino.