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Brasil

Oposição tenta adiar chegada de Zavascki ao STF

Líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias enxerga "pressa inusitada" no trâmite que aprovará a entrada de um novo membro ao Supremo Tribunal Federal; ele diz que tentará adiar a sabatina de Teori Albino Zavascki na Casa, marcada para esta terça, e garante que irá perguntar se o novo ministro pretende pedir vistas na Ação Penal 470; Dilma fez indicação sete dias depois da aposentadoria de Cezar Peluso no Supremo

Oposição tenta adiar chegada de Zavascki ao STF (Foto: Edição 247)
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247, com Reuters - O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), tentará adiar a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa do indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Albino Zavascki, por considerar sua tramitação "acelerada".

A análise do nome escolhido pela presidente Dilma Rousseff para o lugar de Cezar Peluso, que deixou o STF no início do mês ao completar 70 anos, está marcada para a terça-feira na CCJ. Uma vez aprovado na comissão, existe a possibilidade de o nome ser levado ao plenário do Senado no mesmo dia.

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"Há uma pressa inusitada e sem nenhuma justificativa (na análise da indicação)", disse o líder à Reuters. "Não estou afirmando que há algum objetivo excuso por trás dessa celeridade. Mas nós não podemos criar nenhuma situação que possa colocar no ar nenhuma suspeição (sobre o ministro)."

Ao blog Poder Online, do portal iG, Álvaro Dias declarou achar um "aburdo" realizar a sabatina com tal rapidez. "Parece que querem empossá-lo imediatamente para atrasar o julgamento do Mensalão. Isso diminui o Senado, o STF e o próprio jurista. Se houver a sabatina, pretendo perguntar ao doutor Zavascki se ele vai pedir vistas no processo do mensalão".

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O STF iniciou em agosto o julgamento da Ação Penal 470, o chamado "mensalão", suposto esquema de compra de apoio parlamentar em matérias do interesse do governo no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O tucano procurou o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP) nesta segunda-feira, e ainda tenta uma conversa com o presidente da CCJ, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE).

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Mais cedo, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), também criticou a rapidez com que houve a marcação da sabatina, embora tenha elogiado a "seriedade" e a "competência" de Zavascki.

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