Os crimes de Santa Maria

Fatalidades, desastres, acidentes... não são palavras que retratam o que aconteceu naquela noite na boate Kiss. A palavra certa é crime. E não há crime dessa natureza sem criminosos públicos e privados

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Os empresários Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, donos da boate Kiss, palco de uma das maiores tragédias da história do País, em Santa Maria (RS), já estão presos. Operavam uma casa noturna sem os padrões mínimos de segurança e que, ao que tudo indica, recebia um público bem maior do que sua capacidade comportava.

Assim como eles, também estão detidos dois músicos da banda Gurizada Fandangueira, que se apresentava naquela noite fatídica e que, com um show pirotécnico, iniciaram o incêndio que consumiu tudo em apenas três minutos, ceifando mais de 200 vidas.

O holocausto coletivo, no entanto, tem outros responsáveis. Para começar, os seguranças que travaram a saída e tentaram cobrar as contas, enquanto centenas de jovens tentavam escapar das chamas. E também os outros sócios do estabelecimento, que, frequentemente, superlotavam a casa para satisfazer a própria ganância.

Mas, e no poder público? Quem são os cúmplices da tragédia? Por que a casa continuava aberta operando apenas com um alvará provisório? Por que funcionava sem um plano de prevenção de incêndios? Quem, no Corpo de Bombeiros, ou na prefeitura de Santa Maria, deu a autorização?

Fatalidades, intempéries, desastres, acidentes... não são palavras que retratam o que aconteceu em Santa Maria. O que houve ali foi crime. E não há crime sem criminoso. Ou vários criminosos.

Que a morte prematura de tantos jovens, e o fim de tantos sonhos radiosos, ao menos sirva de exemplo para que o Brasil adote uma política de tolerância zero em relação às pequenas infrações do dia-a-dia. A negligência custa caro.

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