Os interesses por trás do desarmamento

Expor o cidadão brasileiro ao terror da violência, sem oferecer-lhe condições de defesa, é uma tentativa de torná-lo servil aos interesses do governo

Desarmar um cidadão em pleno direito e juízo de suas ações não é uma resposta à violência, muito menos um plano estratégico de defesa pública e preservação da cidadania. Historicamente, governos que pregavam o desarmamento mostraram-se autoritários e não preocupados com os direitos humanos.

Nesses casos, o desarmamento da população se segue ao desmantelamento das Forças Armadas, Polícias Civis e Militares. Os governos desarmamentistas promovem uma queda de braço com instituições legítimas, que podem contrariar seu domínio. A chamada “guerra dos poderes” nada mais é do que uma tentativa de fragilizar as representações da sociedade. O primeiro confronto é com o Congresso, mas logo a briga se vira ao Judiciário e depois às sociedades civis organizadas e aos cidadãos.

Sob o manto de proteger os cidadãos, a política desarmamentista apenas desnuda-se como iniciativa para o controle e repressão. Expor o cidadão ao terror da violência, sem oferecer-lhe condições de defesa, é uma tentativa de torná-lo servil aos interesses do governo.

Chama a atenção que a política do governo brasileiro para diminuir o número de armas nas ruas não prioriza o combate ao tráfico ilegal de armamentos pesados. Esse sim, responsável pelas chacinas. Isso porque é mais fácil desarmar os cidadãos dignos, que estão aterrorizados pela violência do dia a dia.

O desarmamento da população, na verdade, aumenta a incidência de crimes violentos. Foi isso que demonstrou o jornal britânico The Guardian (2012), em um mapa sobre a posse de armas por cidadãos honestos x criminalidade violenta em todo mundo. De acordo com o estudo, no Brasil há oito armas de fogo para cada 100 pessoas. No mesmo período, foram registrados 18,1 homicídios por arma de fogo para 100 mil habitantes. Na Argentina, são 10,2 armas para cada 100 pessoas. Onde, no último ano, houve 1.198 homicídios por armas de fogo, ou seja, apenas 3,2 por 100 mil habitantes. O mesmo pode ser observado no Paraguai, onde há 17 armas para cada 100 pessoas, sendo 7,3 homicídios por arma de fogo por 100 mil habitantes.

Na contramão dos dados, os patrocinadores do desarmamento no Brasil não tem real preocupação com os rumos das políticas públicas de segurança e defesa do nosso país. É o caso da ONG Viva Rio, que se esconde atrás de poderosas instituições internacionais, como Rockefeller, Brascan, Kellog e Vitae. A ONG é filiada à Iansa - International Action Network of Small Arms, um conjunto de 186 ONGs criadas com objetivo de atuar na coordenação da campanha internacional de desarmamento, para implementar uma central mundial de controle, que utilizaria a força de paz das Nações Unidas em conflitos regionais.

É notória a convergência de interesses por trás do desarmamento da sociedade. Enquanto o governo exalta a entrega de armas de fogo por cooptação, cresce nas ruas o número de armas ilegais, sem rastreamento e registro. Como também crescem as facções criminosas facilitadas pela desproteção do cidadão comum, que tem seus carros, casas, bens e famílias roubados.

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