Padilha diz que guerra na Venezuela afeta o SUS brasileiro
Ministro da Saúde destacou que a guerra afeta diretamente civis, compromete serviços essenciais e gera reflexos imediatos no Brasil, na região Norte
247 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, manifestou preocupação com os efeitos humanitários e sanitários do conflito na Venezuela após o anúncio de um ataque em larga escala feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em declaração publicada nas redes sociais, Padilha destacou que a guerra afeta diretamente civis, compromete serviços essenciais e gera reflexos imediatos no Brasil, especialmente nos estados da região Norte.
Segundo informações divulgadas pelo próprio Trump em suas redes sociais, o governo norte-americano realizou, neste sábado (03), uma ofensiva de grande escala contra a Venezuela, atingindo Caracas e outras cidades por vias aérea e terrestre. Ainda de acordo com o presidente dos Estados Unidos, a operação teria resultado na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, que teriam sido retirados do país.
Em sua manifestação, Trump afirmou: "Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa". Em outra publicação, acrescentou: "Esta operação foi realizada em conjunto com as forças policiais dos EUA. Mais detalhes em breve. Haverá uma coletiva de imprensa hoje, às 11h, em Mar-a-Lago."
Diante do agravamento do cenário regional, Alexandre Padilha ressaltou que o Brasil já sente os efeitos do conflito e que o Sistema Único de Saúde precisou ampliar sua capacidade de resposta. “Nós da @minsaude sempre queremos e trabalhamos pela PAZ. Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio. Guerra mata civis, destrói serviços de saúde, impede o cuidado às pessoas. Quando acontece em um país vizinho, o impacto é múltiplo para o nosso povo e sistema de saúde”, afirmou o ministro.
Padilha destacou que Roraima já vinha absorvendo impactos da crise venezuelana antes mesmo da escalada militar. “O @minsaude e o SUS Roraima já absorvem impactos da situação da Venezuela”, disse. Segundo ele, o cenário se tornou ainda mais desafiador após mudanças no financiamento internacional. “Os investimentos ficaram ainda maiores depois que os EUA suspenderam financiamentos que apoiavam a Operação Acolhida”, declarou.
De acordo com o ministro, o governo federal intensificou ações para garantir atendimento à população vulnerável. “O @minsaude, desde então, ampliou investimentos e profissionais na cidade e na área indígena, via a nossa Agência do SUS (AgSUS do @minsaude)”, afirmou, ao mencionar o reforço de equipes e recursos em áreas estratégicas da fronteira.
Padilha também explicou que houve preparação prévia diante do risco de agravamento do conflito. “Desde o início das operações militares no entorno do país vizinho, preparamos a nossa Agência do SUS, a Força Nacional do SUS e nossas equipes de Saúde Indígena para reduzirmos, ao máximo, os impactos do conflito na saúde e no SUS brasileiro”, declarou.
Ao concluir sua manifestação, Alexandre Padilha reiterou o apelo pelo fim do conflito e reafirmou o compromisso do sistema de saúde brasileiro. “Que venha a PAZ! Enquanto isso, cuidaremos de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro”, afirmou, destacando que o SUS seguirá preparado para responder às consequências humanitárias do cenário regional.
