Palavra de Bolsonaro não vale nada e ele presenteou criminosos de farda, diz Bernardo Mello Franco

"Se a vida no Brasil vale pouco, a palavra do presidente vale menos ainda. Bolsonaro não esperou nem um ano para descumprir o que prometeu. Ontem ele editou o indulto mais generoso dos últimos tempos. Anistiou policiais condenados por homicídio culposo, que agiram fora das hipóteses de legítima defesa", escreveu o colunista

(Foto: Reprodução | Isac Nóbrega/PR)
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247 – O jornalista Bernardo Mello Franco, colunista do Globo, publicou a coluna mais contundente sobre o indulto concedido por Jair Bolsonaro a policiais que cometeram assassinatos, mesmo em dias de folga – ou seja, o que beneficia aqueles que atuam em milícias ou empresas de segurança particular.

"Se a vida no Brasil vale pouco, a palavra do presidente vale menos ainda. Bolsonaro não esperou nem um ano para descumprir o que prometeu. Ontem ele editou o indulto mais generoso dos últimos tempos. Anistiou policiais condenados por homicídio culposo, que agiram fora das hipóteses de legítima defesa. O decreto beneficia até os agentes de segurança que mataram em dias de folga. É um presente de Natal para milícias e esquadrões da morte, que sempre contaram com a simpatia do clã presidencial", escreveu o jornalista, lembrando que Bolsonaro havia prometido acabar com os indultos.

"O indulto será concedido ao fim de um ano em que a polícia bateu recordes de letalidade. Só no Estado do Rio, foram registradas 1.546 mortes de janeiro a outubro. É o maior número desde o início da série histórica, em 1998. Agora a matança tende a aumentar com incentivo presidencial", avisa o colunista.

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