Para colunista da Folha, Salles é operador profissional a serviço da devastação ambiental

Para Demétrio Magnoli, o fogo que devasta extensas áreas da Amazônia e do Pantanal "indicam ação criminosa, coordenada em larga escala" e o minsitro Ricardo Salles atua como "um operador profissional que serve aos interesses da devastação ambiental"

Jair Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles
Jair Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Foto: Agencia Brasil)
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247 - "O Ministério do Meio Ambiente é parte do problema, não da solução. Seu titular, Ricardo Salles, não é um fanfarrão ideológico, um adorador de mestres místicos, um Weintraub qualquer, mas um operador profissional que serve aos interesses da devastação ambiental. Sua missão oficiosa consiste em desmontar os aparatos de fiscalização do Ibama e do ICMBio", afirma o sociólogo Demétrio Magnoli em sua coluna no jornal Folha de S.Paulo, sobre as queimadas que se alastram pelo Pantanal e região Amazônica. 

Segundo ele, o fogo que devasta extensas áreas da Amazônia e do Pantanal, "indicam ação criminosa, coordenada em larga escala".

"O aquecimento global está na base dos incêndios, mas há fogos e fogos. Queimadas comuns para a limpeza de pastos não se confundem com as labaredas ateadas depois da derrubada criminosa de áreas de reserva legal com a finalidade de substituí-las por pastagens. O segundo fenômeno origina inúmeros dos incêndios amazônicos e pantaneiros. É que o crime compensa, quando o governo simula não vê-lo", frisou.

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Para ele, a escala do desastre solicita um crime maior. "Nos sistemas ecológicos do trópico úmido, incêndios que saltam incontáveis barreiras líquidas só podem nascer de fogos ateados simultaneamente ao longo de arcos de centenas de quilômetros".

"Restaria a esperança na ação dos militares", destaca. "Os militares são um símbolo perene da soberania nacional na Amazônia. A história os colocou na linha de frente da preservação do patrimônio ambiental constituído pelas florestas. Hoje, porém, em nome de lealdades políticas circunstanciais ou de privilégios corporativos que se acumulam, eles curvam a espinha diante do crime ambiental. Isso não “faz parte do negócio” —e não será esquecido", finaliza.​

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