Para tentar aprovar reforma trabalhista, Temer deve manter imposto sindical

A fim de tentar atrair as centrais sindicais para aprovar a reforma trabalhista no Senado, Michel Temer acena com a manutenção do imposto sindical, que seria cobrado em faixas de contribuição; segundo o vice-líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), a medida teria como objetivo reduzir as resistências dos sindicalistas à proposta

senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) (Foto: Charles Nisz)

Agência Senado - Para garantir a aprovação da reforma trabalhista no Congresso Nacional, o presidente Michel Temer deverá vetar o artigo que acaba com a contribuição sindical obrigatória. Segundo o vice-líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), a medida teria como objetivo reduzir as resistências dos sindicalistas à proposta.

Uma das propostas do governo é acabar com a obrigatoriedade do imposto sem extingui-lo e criar faixas de contribuição, de acordo com a entrevista do vice-líder do governo à Agência Senado. Apesar do compromisso do Planalto, o relator do texto no Senado, Ricardo Ferraço (PSDB-ES) defende o fim da contribuição sindical de uma vez. Segundo ele, é preciso dar liberdade e autonomia para que as pessoas possam decidir e autorizar a contribuição.

A reforma trabalhista será votada na próxima terça-feira (6) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e encaminhada para as Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Acompanhe a reportagem de Hérica Christian, da Rádio Senado.

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