Parque de Brasília pode ficar 7 hectares maior

Superintendente do Iphan, Alfredo Gastal vai aceitar mudanas nas projees da Universidade de Braslia para que o Olhos dgua seja ampliado em 30%

Parque de Brasília pode ficar 7 hectares maior
Parque de Brasília pode ficar 7 hectares maior (Foto: Thyago Arruda / 247 - 30.09.2011)
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Brasília247 – A ampliação de 30% da área do Parque Olhos d’Água, de 21 para 28 hectares, tem a aprovação do superintendente no Distrito Federal do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Alfredo Gastal. Apesar de não ter sido consultado oficialmente pelo governo sobre as possíveis mudanças em três projeções das Quadras 212/213 da Asa Norte, Gastal disse ao Brasília247 que, a princípio, não vai se opor às alterações na área tombada.

O superintendente do Iphan deve se reunir com representantes do governo para analisar a proposta de remanejar três terrenos da Universidade de Brasília dentro da quadra para que o parque ganhe mais espaço e futuras construções não afetem as nascentes. Pelo projeto, três lotes seriam deslocados para a direção norte e mudariam de formato. Além disso, um terreno comercial de 7 mil metros quadrados na Entrequadra 212/213 Norte – em meio à área cedida para a ampliação do parque – não terá licença ambiental para a construção do prédio. O proprietário, o empresário Carlos Habib Chater, será ressarcido em dinheiro ou com outro terreno no mesmo valor.

Carlos Habib Chater comprou a projeção da Terracap, em 2000, por R$ 2 milhões. A compra do lote foi legal, com escritura. No endereço, ele pretendia erguer salas que seriam alugadas a órgãos públicos. Para isso, pediu, no início deste ano, a liberação no Instituto Brasília Ambiental. A licença não saiu porque alguns laudos comprovaram a presença de nascentes nas proximidades. Outros laudos, no entanto, atestavam o contrário. Diante da dúvida, o governo proibiu qualquer construção.

O secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Eduardo Brandão, garantiu ao Brasília247, na semana passada, que não iria conceder nenhuma liberação ambiental para obras na região. A afirmação veio depois de o distrital Raad Massouh (DEM), amigo de Chater, sugerir durante audiência pública na Câmara Legislativa a permuta do lote por outro a fim de acabar com o imbróglio. Chater já disse ser favorável à troca e que, caso precise ser indenizado, cobrará R$ 100 milhões pelo lote. O Brasília 247 ligou para o empresário no celular dele e no Posto da Torre, empresa dele, mas não conseguiu localizá-lo.

Eduardo Brandão, segundo mostra reportagem de 12 novembro do Correio Braziliense, se reuniu com representantes do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e com governador Agnelo Queiroz, que decidiu, depois da conversa, buscar uma saída jurídica para o impasse. O governador teria passado a responsabilidade de negociar com o dono do terreno para a Terracap. Ainda não há avaliação precisa do valor de mercado do lote. A Universidade de Brasília também não se opõe à realocação das projeções, desde que não tenha prejuízo econômico.

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