Parte de dinheiro de Geddel em bunker pode ter sido entregue por Funaro

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) estão suspeitando de que parte da fortuna de R$ 51 milhões apreendida com o ex-ministro Geddel Vieira Lima em "bunker" em Salvador pode ser provenientes de malas e sacolas de dinheiro entregues pelo doleiro Lúcio Funaro, operador de esquemas de políticos do PMDB; a suspeita, de acordo com o jornal O Globo, consta nos relatórios que embasaram a nova prisão preventiva de Geddel, decretada pela Justiça Federal em Brasília e cumprida nesta sexta-feira pela PF em Salvador

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) estão suspeitando de que parte da fortuna de R$ 51 milhões apreendida com o ex-ministro Geddel Vieira Lima em "bunker" em Salvador pode ser provenientes de malas e sacolas de dinheiro entregues pelo doleiro Lúcio Funaro, operador de esquemas de políticos do PMDB; a suspeita, de acordo com o jornal O Globo, consta nos relatórios que embasaram a nova prisão preventiva de Geddel, decretada pela Justiça Federal em Brasília e cumprida nesta sexta-feira pela PF em Salvador
A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) estão suspeitando de que parte da fortuna de R$ 51 milhões apreendida com o ex-ministro Geddel Vieira Lima em "bunker" em Salvador pode ser provenientes de malas e sacolas de dinheiro entregues pelo doleiro Lúcio Funaro, operador de esquemas de políticos do PMDB; a suspeita, de acordo com o jornal O Globo, consta nos relatórios que embasaram a nova prisão preventiva de Geddel, decretada pela Justiça Federal em Brasília e cumprida nesta sexta-feira pela PF em Salvador (Foto: Romulo Faro)
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247 - A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) estão suspeitando de que parte da fortuna de R$ 51 milhões apreendida com o ex-ministro Geddel Vieira Lima em "bunker" em Salvador pode ser provenientes de malas e sacolas de dinheiro entregues pelo doleiro Lúcio Funaro, operador de esquemas de políticos do PMDB.

A suspeita, de acordo com o jornal O Globo, consta nos relatórios que embasaram a nova prisão preventiva de Geddel, decretada pela Justiça Federal em Brasília e cumprida nesta sexta-feira pela PF em Salvador.

No relatório em que pede a prisão do ex-ministro e de seu aliado Gustavo Ferraz, também do PMDB e diretor-geral da Defesa Civil da Prefeitura de Salvador, o MPF ressalta que já se levantava a possibilidade de ser encontrado dinheiro no "bunker" em razão de depoimento de Funaro à PF. O doleiro disse aos policiais ter feito várias viagens em seu avião ou em voos fretados para "entregar malas de dinheiro" a Geddel.

"Essas entregas eram feitas na sala VIP do hangar Aerostar, localizado no aeroporto de Salvador, diretamente nas mãos de Geddel. Em duas viagens que fez, uma para Trancoso e outra para Barra de São Miguel, o declarante fez paradas rápidas em Salvador para entregar malas ou sacolas de dinheiro", diz o depoimento transcrito pelo MPF.

O fato de os R$ 51 milhões terem sido apreendidos em caixas e malas reforçam a suspeita, segundo a Procuradoria da República no DF. "A forma como foram encontrados os valores, em caixas e malas, bem como a expressiva quantia corroboram as declarações do operador financeiro Lúcio Funaro, de que os valores transportados por Funaro tinham como destino o ex-ministro Geddel."

Geddel é suspeito de receber R$ 20 milhões em propinas para liberação de crédito do FI-FGTS a empresas. Ele foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2013, nomeado no cargo pela então presidente Dilma Rousseff.

Funaro assinou um acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR) em que faz acusações a diversos políticos do PMDB, entre eles o presidente Michel Temer. A colaboração já foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), será usada na nova denúncia da PGR contra Temer e permanece sob sigilo. Geddel também é delatado. O depoimento à PF em que o doleiro disse ter entregue dinheiro vivo ao ex-ministro da Secretaria de Governo de Temer foi dado fora do acordo de delação.

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