Partido Novo expulsa Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente

À frente da pasta, Salles questionou dados sobre o desmatamento da Amazônia, relativizou o aquecimento global, culpou o Greenpeace pelo vazamento de óleo em praias do Nordeste e foi acusado de favorecer o garimpo em terras indígenas

Salles quer barrar recursos internacionais para ONGs na Amazônia
Salles quer barrar recursos internacionais para ONGs na Amazônia (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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Sputnik – O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse nesta quinta-feira (7) que foi expulso do Partido Novo por ter aceitado o cargo no governo de Jair Bolsonaro. 

"Fui comunicado da minha EXPULSÃO por ter assumido 'sem qualquer informação prévia ou pedido de autorização ao Partido NOVO, o cargo de Ministro de Estado do Meio Ambiente no governo do atual Presidente Sr. Jair Messias Bolsonaro'". disse ele por meio do Twitter. 

Ricardo Salles tomou posse como ministro em 1º de janeiro de 2019, em cerimônia no Palácio do Planalto. 

"Entre Amoêdo e Bolsonaro, fico com Bolsonaro", acrescentou.

João Amoêdo foi presidente da legenda e candidato à presidência em 2018. Ele deixou a liderança do Novo no início de março, sendo substituído por Eduardo Ribeiro. 

A Comissão Nacional de Ética Partidária do Novo tinha suspendido Salles da sigla em outubro de 2019, a pedido de três integrantes do partido. A medida valia até o julgamento da denúncia apresentada contra ele perante o órgão. 

A legenda questionava a atuação dele como ministro, afirmando que era contrária à agenda do Novo e poderia causar danos para a imagem da sigla.

Perdão para desmatadores

À frente da pasta, Salles questionou dados sobre o desmatamento da Amazônia, relativizou o aquecimento global, culpou o Greenpeace pelo vazamento de óleo em praias do Nordeste e foi acusado de favorecer o garimpo em terras indígenas. 

Em meio à epidemia do coronavirus, o ministro concedeu uma anistia para proprietários rurais que destruíram porções da Mata Atlântica. Nesta terça-feira (5), o Ministério Público Federal protocolou na Justiça pedido para o Ibama desconsiderar o ato.

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