Patrick perde a luta com seu 3º coração

Morre, no Rio de janeiro, o garoto de 10 anos que sobreviveu 23 dias com um rgo artificial e depois foi submetido a transplante; pai do paciente culpa o hospital

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247 – O peito do menino Patrick Hora Alves, de 10 anos, silenciou às 19h40 da terça-feira (10), no Instituto Nacional de Cardiologia (INC), no Rio de Janeiro. Depois de ter seu coração retirado em 23 de março, ele sobreviveu 23 dias com um órgão artificial e foi submetido com sucesso a um transplante em 15 de abril, tendo como doadora uma mulher de 37 anos. No último fim de semana, contudo, seu estado de saúde piorou: com pneumonia, ele não respondia bem ao tratamento e necessitava de suporte respiratório e renal. Sua situação era crítica e ele acabou morrendo por falência múltipla de órgãos.

O corpo foi transferido para o Memorial do Carmo, no Caju, onde ficará até sexta-feira, quando será cremado às 14h. Luiz Cláudio Alves, pai de Patrick, culpou o INC pelo trágico desfecho da luta do garoto. “Ele tinha que fazer a passagem e sabemos que teve toda a ajuda de que precisava, mas sempre tem algum erro. Mas isso nós vamos falar em momento oportuno. Agora não tenho cabeça para isso e posso falar bobagem”, declarou.

O drama de Patrick começou há dois anos, quando seus pais perceberam que ele ficava muito cansado ao cumprir tarefas simples. Exames médicos revelaram que o menino sofria de miocardiopatia restritiva, doença genética degenerativa, e que necessitaria de um transplante. Em março Patrick passou por exames para ser inscrito na lista de transplante, mas os médicos constataram que o problema se agravara.

No dia 23 daquele mês, Patrick foi submetido a uma cirurgia que durou 11 horas: os médicos do Instituto Nacional de Cardiologia retiraram seu coração e o substituíram por um órgão artificial que funcionava fora do peito do paciente. O garoto, que recebeu prioridade na fila de transplantes, sobreviveu com o auxílio do aparelho por 23 dias. Seis dias depois do transpla nte, seu novo órgão começou a funcionar sem a ajuda de aparelhos. O terceiro e último coração de Patrick bateu em seu peito por apenas 19 dias.

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