Pazuello cai atirando e diz que sofreu boicote e pressão para deixar o cargo

Ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello disse ainda, na posse de seu substituto, Marcelo Queiroga, que levou para a pasta atributos militares que faltavam, como “probidade e honestidade”

(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
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247 - O general Eduardo Pazuello, ministro da Saúde de Bolsonaro até esta segunda-feira, fez hoje um discurso de despedida e caiu atirando: afirmou ter sido alvo de boicote para deixar o cargo de políticos interessados em dinheiro, que ele chamou de “pixulé”.

Na posse de seu substituto, Marcelo Queiroga, Pazuello afirmou ainda ter levado para a pasta atributos militares que faltavam no local, como “probidade e honestidade”, e que caiu depois de identificar um grupo de médicos do ministério disposto a boicotá-lo.

“Esse grupo tentou empurrar uma pseudo-nota técnica que nos colocaria em extrema vulnerabilidade, querendo que aquele medicamento, a partir dali, estivesse com critérios técnicos do ministério, e ele (o medicamento) não tinha”, disse.

Ele relatou que se recusou a atender pedidos de pessoas cujos nomes constavam numa lista enviada ao ministério por “uma liderança política”. “Ali começou a crise com a liderança política que nós temos hoje […]. Aí chegou no final do ano, uma carreata de gente pedindo dinheiro politicamente […]. Foi outra porrada, porque todos queriam o pixulé”, acrescentou.

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