Pedro Serrano: militares são coautores de um morticínio

Repercutindo a fala do ministro do STF Gilmar Mendes sobre os militares estarem se aliando a um genocídio ao ocupar cargos no Ministério da Saúde de Bolsonaro, o jurista Pedro Serrano defendeu o direito de opinar do ministro e apoiou o discurso: “temos um grave problema no Brasil que é a possibilidade de militares da ativa ocuparem funções ou cargos políticos”. Assista na TV 247

Pedro Serrano, Jair Bolsonaro e militares
Pedro Serrano, Jair Bolsonaro e militares (Foto: Brasil247 | Reprodução)
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247 - O jurista Pedro Serrano, em entrevista à TV 247, saiu em defesa do direito de opinar do ministro do STF Gilmar Mendes, que foi duramente repreendido pela ala militar do governo Jair Bolsonaro por ter afirmado que os militares estão se associando a um genocídio enquanto ocupam cargos no Ministério da Saúde.

“Ministro Gilmar Mendes é um ministro, tem lá suas funções, é um julgador,é uma magistrado, não deve se pronunciar sobre processos judiciais que ele tenha competência de julgar, mas só, ele é um cidadão como qualquer outro e tem direito de emitir suas opiniões”, falou Serrano.

O advogado explicou que não é adequado que militares da ativa ocupem cargos na política. “Temos um grave problema no Brasil que não é comum nas democracia ocidentais, é um traço autoritário e militarista nosso que é muito ruim, que é a possibilidade de militares da ativa ocuparem funções ou cargos políticos, de ministro, assessor de ministro, o que estamos tendo nesse governo. Isso é muito grave, isso não pode. Um juiz não pode ocupar cargo político enquanto na ativa. Tivemos há pouco tempo um situação em que o chefe das forças armadas norte-americanas apareceu junto com o presidente Trump em uma determinada situação e ele no dia seguinte emitiu um tweet pedindo desculpas à nação, porque o fato dele, comandante geral das forças armadas, ter aparecido com o comandante-chefe das forças armadas, que é o presidente, poderia dar a impressão que as forças armadas americanas estavam com alguma posição política. Aqui no Brasil temos militares da ativa ocupando cargos de confiança do Executivo”.

“Estamos no meio de um morticínio imenso de pessoas e com um governo federal que nada faz em relação a isso, pelo contrário, quer negar essa pandemia e atua para que mais pessoas morram O Exército está sendo co-autor disso mesmo, o Exército não, mas os militares que estão ocupando cargos de confiança Ministério da Saúde estão agindo de forma a propiciar isso”, concluiu.

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