Penitenciária libera véu islâmico para detentas em SP

Seis marroquinas muulmanas presas na Penitenciria Feminina de So Paulo, em Santana, precisaram da interveno da OAB para poder usar o hijab

Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Seis marroquinas muçulmanas presas na Penitenciária Feminina de São Paulo, em Santana, na zona norte, precisaram da intervenção da Ordem dos Advogados do Brasil, seção São Paulo (OAB-SP), para poder usar o hijab, o véu islâmico, dentro do presídio.

A direção do presídio havia impedido o uso do véu alegando motivos de segurança. Após uma reunião entre a Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-SP e a direção da penitenciária, o véu foi autorizado somente durante as orações, desde que sejam usados lenços brancos. As marroquinas foram presas por tráfico de drogas. Algumas já foram condenadas e outras esperam julgamento.

O problema chegou à OAB por meio da advogada muçulmana Luciana Cury. Ela e a presidente da Comissão de Liberdade Religiosa da OAB, Damaris Dias Moura Kuo, conseguiram autorização para visitar o presídio e verificar o que acontecia.

Segundo o islamismo, a oração é obrigatória e deve ser feita cinco vezes ao dia, em direção a Meca, na Arábia Saudita. A cidade é considerada sagrada pelos muçulmanos. “Segundo a tradição muçulmana, elas precisam estar cobertas com o véu o tempo todo e, por motivos de segurança, o presídio proibiu o uso do véu”, diz Damaris. As informações são do Jornal da Tarde.

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

WhatsApp Facebook Twitter Email