PF aponta "pressão" durante gestão de Barros na Saúde para fechar compra de medicamentos que nunca foram entregues
Depoimento de servidor atribui ao líder do governo na Câmara e a pessoas ligadas a seu gabinete a responsabilidade pela liberação de R$ 20 milhões para compra de remédios para doenças raras que nunca foram entregues
247 - A Polícia Federal afirmou à Justiça Federal estar em posse de elementos que apontam para "pressão" de integrantes do Ministério da Saúde durante a gestão de Ricardo Barros para a efetuação de um pagamento antecipado de R$ 20 milhões à empresa Global Saúde pela compra de remédios para doenças raras que nunca foram entregues. 14 pacientes morreram em consequência dos atrasos.
Depoimentos de servidores atribuem ao líder do governo na Câmara e a pessoas ligadas a seu gabinete a responsabilidade pela liberação das verbas. Além disso, o processo de aquisição de medicamentos comprados por decisão judicial foi alterado durante a gestão de Barros na Saúde.
Segundo a representação da PF do depoimento do servidor Victor Lahud, "as cobranças partiram do Sr. Alexandre Lages, bem como de outras pessoas ligadas ao gabinete, alegando sempre que o Diretor, Davidson Tolentino, e o próprio Ministro, Ricardo Barros, estavam cobrando que fosse feito esse pagamento".
Sem citar Barros, o delegado José Augusto Versiani afirmou que o esquema não seria comandando por Francisco Maximiano, da Precisa Medicamentos, cuja Global Saúde é sócia, mas por alguém com "influência política".
"Sabe-se que a subtração de dinheiro público não foi coordenada por Francisco Emerson Maximiano, mas por alguém que tinha influência política para efetuar nomeações no ministério da saúde, os quais operavam pressionando servidores para que empresas fossem favorecidas e procedimentos de compra e pagamento fossem efetuados fora da legalidade", afirmou o delegado.
O deputado negou qualquer envolvimento com o caso. "Na minha gestão no Ministério promovi uma economia superior a R$ 5 bilhões com a renegociação de contratos, compras de medicamentos e insumos. Todos os valores foram reinvestidos no SUS. São processos que afrontaram grandes interesses, mas promoveram mais serviços à população", diz em nota. “Não se comprovará qualquer irregularidade na minha conduta no Ministério da Saúde”. (Com informações do G1).
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