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PF bloqueia R$ 300 milhões em operação contra pirâmide

Justiça determinou bloqueio de bens de grupo investigado por crimes financeiros e pirâmide global

FICCOs (Foto: Polícia Federal)
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247 - A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21), a Operação Fortuito 4 para combater uma organização criminosa suspeita de atuar em crimes financeiros, lavagem de dinheiro e em um esquema de pirâmide financeira de alcance internacional. As informações são da Polícia Federal.

A ação ocorre no âmbito da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro (FICCO/RJ), estrutura formada por policiais federais e integrantes das polícias Civil e Militar do Estado do Rio de Janeiro. A ofensiva mira alvos no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Macaé, no Norte Fluminense, e em São José dos Campos, no interior paulista.

Bloqueio milionário

No curso da operação, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 300 milhões em bens vinculados à organização criminosa investigada. Segundo a Polícia Federal, a medida alcança patrimônio atribuído ao grupo, incluindo imóveis, bens móveis e embarcações, que foram sequestrados por ordem judicial.

A decisão busca atingir a estrutura econômica da organização, apontada pela investigação como responsável por movimentar recursos obtidos por meio de crimes financeiros e por ocultar patrimônio em nome de terceiros.

Mandados no Rio e em São Paulo

Ao todo, policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares diversas da prisão. As ações ocorrem na Barra da Tijuca, em Campo Grande e em Jacarepaguá, na cidade do Rio de Janeiro, além de São Paulo, Macaé e São José dos Campos.

As medidas cautelares impostas aos investigados fazem parte do avanço das apurações sobre a estrutura do grupo, sua forma de atuação e os mecanismos usados para movimentar e dissimular valores.

Investigação começou após prisão na Barra da Tijuca

A Operação Fortuito 4 é um desdobramento de uma prisão em flagrante ocorrida em maio de 2024, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Na ocasião, uma mulher foi presa por posse ilegal de arma de fogo.

A partir desse caso, a investigação avançou e identificou indícios de falsidade ideológica e porte ilegal de arma. No aprofundamento das apurações, os investigadores apontaram a existência de um esquema estruturado de pirâmide financeira com atuação global.

Atuação no Brasil, Ucrânia e Japão

Segundo a Polícia Federal, a organização investigada teria atuação evidenciada em pelo menos três países: Brasil, Ucrânia e Japão. A suspeita é que o grupo operasse uma engrenagem financeira voltada à captação de recursos, com características de pirâmide financeira internacional.

As apurações também identificaram bens registrados em nome de terceiros, o que, de acordo com a investigação, reforça a suspeita de lavagem de dinheiro. A prática teria sido usada para ocultar a origem dos recursos e dificultar o rastreamento do patrimônio associado aos investigados.

Crimes investigados

Os investigados poderão responder por crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal também apura a participação de cada alvo na estrutura do grupo e na movimentação dos valores bloqueados pela Justiça.

A FICCO/RJ atua no modelo de força-tarefa, reunindo diferentes instituições de segurança pública sob coordenação da Polícia Federal. O objetivo é fortalecer o enfrentamento a organizações criminosas por meio de ações integradas e coordenadas.

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