PF: Odebrecht mandou ‘destruir e-mail sondas’

Em bilhete enviado da prisão para seus advogados e apreendido pela Polícia Federal, empresário Marcelo Odebrecht, preso na última sexta-feira pela Operação Lava Jato, usa a expressão "destruir e-mail sondas"; para os investigadores, o pedido se refere a um e-mail de 2011, trocado com outros funcionários da empreiteira, que trata da colocação de sobrepreço de US$ 25 mil por dia em contrato de afretamento e operação de sondas; a mensagem comprova, segundo a PF, que o executivo tinha conhecimento da prática; documento envolve a empresa Sete Brasil, criada para produzir sondas para o pré-sal

Em bilhete enviado da prisão para seus advogados e apreendido pela Polícia Federal, empresário Marcelo Odebrecht, preso na última sexta-feira pela Operação Lava Jato, usa a expressão "destruir e-mail sondas"; para os investigadores, o pedido se refere a um e-mail de 2011, trocado com outros funcionários da empreiteira, que trata da colocação de sobrepreço de US$ 25 mil por dia em contrato de afretamento e operação de sondas; a mensagem comprova, segundo a PF, que o executivo tinha conhecimento da prática; documento envolve a empresa Sete Brasil, criada para produzir sondas para o pré-sal
Em bilhete enviado da prisão para seus advogados e apreendido pela Polícia Federal, empresário Marcelo Odebrecht, preso na última sexta-feira pela Operação Lava Jato, usa a expressão "destruir e-mail sondas"; para os investigadores, o pedido se refere a um e-mail de 2011, trocado com outros funcionários da empreiteira, que trata da colocação de sobrepreço de US$ 25 mil por dia em contrato de afretamento e operação de sondas; a mensagem comprova, segundo a PF, que o executivo tinha conhecimento da prática; documento envolve a empresa Sete Brasil, criada para produzir sondas para o pré-sal (Foto: Gisele Federicce)

247 – O empresário Marcelo Odebrecht, preso na última sexta-feira 19 pela 14ª fase da Operação Lava Jato, usou a expressão "destruir e-mail sondas" em um bilhete escrito a mão para seus advogados. O papel foi apreendido na segunda-feira 22 pela Polícia Federal, que informou ao juiz Sérgio Moro: "Como de praxe as correspondências dos internos são examinadas por medida de segurança". A mensagem foi publicada no blog de Fausto Macedo, do Estadão.

O e-mail a que se refere Marcelo Odebrecht foi usado como prova pela PF para prender o empresário, que teria sinalizado na mensagem datada de 2011, de acordo com os investigadores, ter conhecimento da prática de sobrepreço na empresa. A conversa trata com outros funcionários da empreiteira da colocação de sobrepreço de US$ 25 mil por dia em contrato de afretamento e operação de sondas. O documento também envolve a Sete Brasil, empresa criada para produzir sondas para o pré-sal.

De acordo com a reportagem, a descoberta do bilhete foi comunicada à Justiça Federal pelo delegado Eduardo Mauat da Silva, integrante da força-tarefa da Lava Jato. Os advogados da Odebrecht Dora Cavalcanti, Rodrigo Sanches Rios e Augusto de Arruda Botelho enviaram uma petição ao juiz Sérgio Moro em que afirmam, sobre o bilhete, que "as anotações não continham o mais remoto comando para que provas fossem destruídas, e que – à toda evidência – a palavra destruir fora empregada no sentido de desconstituir, rebater, infirmar a interpretação equivocada que foi feita sobre o conteúdo do e-mail".

Em manifesto divulgado à imprensa na segunda-feira, a companhia afirma que, no e-mail endereçado à Odebrecht, a palavra "sobrepreço nada tem a ver com superfaturamento, ou qualquer irregularidade. Representa apenas a remuneração contratual que a empresa propôs à Sete Brasil".

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