PF vê transações suspeitas em gabinete de Bolsonaro. Ministro Alexandre de Moraes quebra sigilo de assessor

Segundo a PF, conversas do tenente Mauro Cesar Barbosa Cid indicaram que eram feitas transações para pagar contas da família presidencial e de pessoas próximas a Michelle Bolsonaro

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Mauro Cesar Barbosa Cid, Alexandre de Moraes, a Polícia Federal e o Planalto (de fundo) (Foto: ABR | Divulgalção)


247 - A Polícia Federal encontrou no telefone do principal ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) mensagens que têm como consequência suspeitas de transações financeiras feitas pelo gabinete presidencial e com a possibilidade de serem ilegais. O tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid teve diálogos por escrito, áudios e fotos com outros funcionários da Presidência. As conversas sinalizam a existência de depósitos fracionados e saques em dinheiro. O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes autorizou nas últimas semanas a quebra de sigilo bancário de Cid.

De acordo com informações publicadas nesta segunda-feira (26) pelo jornal Folha de S.Paulo, o material analisado pela PF indicou que eram feitas movimentações financeiras, para pagar contas pessoais da família presidencial e de pessoas próximas à primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

As transações estão sendo analisadas em um inquérito policial, mas ainda não existe acusação ou confirmação das suspeitas investigadas pela PF.

A assessoria da Presidência afirmou que as transações vistas como suspeitas pela PF têm origem em dinheiro privado de Jair Bolsonaro. "Todos os recursos não têm origem no suprimento de fundos [cartão corporativo]. O presidente nunca sacou um só centavo desse cartão corporativo pessoal. O mesmo está zerado desde janeiro de 2019", continuou.

O tenente-coronel disse que a escolha do pagamento por meio de saques e depósitos para uma tia de Michelle aconteceu por motivos de segurança. "Cid não fazia transferência de conta a conta. Ele sacava o dinheiro para a conta do presidente não ficar exposta, com o nome dele no extrato de outra pessoa", diz a assessoria da presidência.

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