PGR: 'executivos da Vale podem ser penalizados' por crime em Brumadinho
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que executivos da Vale podem ser penalizados pelo rompimento de uma barragem da empresa em Brumadinho (MG), na última sexta-feira (25), que deixou ao menos 58 mortos e mais de 300 desaparecidos até o momento, segundo dados oficiais; "É também preciso responsabilizar severamente do ponto de vista indenizatório a empresa que deu causa a este desastre, e também promover a persecução penal", afirmou Dodge; "Executivos podem ser penalizados também", completou
Reuters - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou nesta segunda-feira que executivos da Vale podem ser penalizados pelo rompimento de uma barragem da empresa em Brumadinho (MG) que deixou dezenas de mortos e centenas de desaparecidos, e que a mineradora precisa ser responsabilizada severamente.
"É muito importante que o sistema de administração de Justiça dê uma resposta eficiente dizendo que este caso, esse tipo de responsabilidade, deve ser tratado como prioridade dentro do sistema de Justiça", disse Dodge a repórteres em evento em São Paulo.
"É também preciso responsabilizar severamente do ponto de vista indenizatório a empresa que deu causa a este desastre, e também promover a persecução penal", afirmou. "Executivos podem ser penalizados também."
A Justiça de Minas Gerais já decretou bloqueios de 11 bilhões de reais da Vale para garantir a recuperação de danos causados às vítimas e para a recuperação ambiental da área afetada pelo rompimento da barragem em Brumadinho na sexta-feia.
A Vale informou, no domingo, que assim que foi intimada da decisão de bloqueio de 1 bilhão de reais, o primeiro determinado, apresentou petição informando que fará o depósito do valor, sem necessidade de bloqueio judicial, e que estava "avaliando as providências cabíveis" quanto a dois bloqueios de 5 bilhões de reais cada.
Segundo a mais recente atualização de números de vítimas da tragédia, divulgada na noite de domingo pelos bombeiros, o rompimento da barragem deixou 58 mortos e 305 desaparecidos após uma enorme avalanche de lama de rejeitos que atingiu comunidades e área administrativa da própria Vale.