PGR pede investigação para mais um assessor de Temer
Citado em delações premiadas de ex-executivos da empreiteira Odebrecht como beneficiário de R$ 150 mil recebidos por meio de caixa 2 para sua campanha de reeleição à Prefeitura de Rio Claro, em 2012, o assessor especial da subchefia de Assuntos Federativos da Secretaria de Governo da Presidência da República, Palmínio Altimari, será investigado a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR); além do assessor de Michel Temer, a PGR também pediu abertura de inquéritos para investigar oito ministros por suspeita de receberem propina por meio de caixa 2
247 - Citado em delações premiadas de ex-executivos da empreiteira Odebrecht como beneficiário de R$ 150 mil recebidos por meio de caixa dois para sua campanha à Prefeitura de Rio Claro, em 2012, , o assessor especial da subchefia de Assuntos Federativos da Secretaria de Governo da Presidência da República, Palmínio Altimari, será investigado a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR).
Além do assessor de Michel Temer, a PGR também pediu abertura de inquéritos para investigar os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco (PMDB), da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD), da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB), das Relações Exteriores, Aloysio Nunes (PSDB), da Agricultura, Blairo Maggi (PP), das Cidades, Bruno Araújo (PSDB); da Indústria, Comércio Exterior e Serviços; Marcos Pereira (PRB).
Altimari foi citado na delação premiada do ex- diretor regional da Odebrecht Ambiental Guilherme Paschoal que relatou uma reunião entre eles que teria acontecido entre julho e agosto de 2012. No encontro, que tria acontecido no gabinete do prefeito, Paschoal teria informado o valor da doação e que ela seria feita por meio de caixa 2. Segundo o delator, Altimari "agradeceu e achou ótimo".
O pagamento teria acontecido após a Odebrecht ter registrado problemas durante o primeiro mandato de Altimari. O então prefeito teria suspendido um contrato de uma Parceria Público-Privada (PPP) firmado entre a Odebrecht e prefeitura em 2007. Altimari não havia recebido doações da empreiteira e havia prometido durante a campanha que iria suspender o contrato. O contrato, porém, acabou sendo mantido. A PPP tem previsão de 30 anos, com investimentos previstos na área de saneamento que chegam a R$ 140 milhões.
