Pizzolato preso: fugiu com passaporte de irmão morto

Ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, estava na cidade de Maranello, sede da Ferrari, na Itália, país do qual tem cidadania; o problema é que ele havia saído do país com um documento falso: o passaporte de um irmão falecido havia vários anos, Celso Pizzolato; depois de ser detido pelos carabinieri, Pizzolato deverá ser extraditado para o Brasil; dos réus da AP 470, o único que ainda não foi preso – e talvez nunca seja – é Roberto Jefferson

www.brasil247.com - Ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, estava na cidade de Maranello, sede da Ferrari, na Itália, país do qual tem cidadania; o problema é que ele havia saído do país com um documento falso: o passaporte de um irmão falecido havia vários anos, Celso Pizzolato; depois de ser detido pelos carabinieri, Pizzolato deverá ser extraditado para o Brasil; dos réus da AP 470, o único que ainda não foi preso – e talvez nunca seja – é Roberto Jefferson
Ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, estava na cidade de Maranello, sede da Ferrari, na Itália, país do qual tem cidadania; o problema é que ele havia saído do país com um documento falso: o passaporte de um irmão falecido havia vários anos, Celso Pizzolato; depois de ser detido pelos carabinieri, Pizzolato deverá ser extraditado para o Brasil; dos réus da AP 470, o único que ainda não foi preso – e talvez nunca seja – é Roberto Jefferson (Foto: Leonardo Attuch)


247 – A polícia italiana prendeu, nesta quarta-feira 5, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, que estava foragido desde novembro, quando recebeu ordem de prisão do Supremo Tribunal Federal por sua condenação na Ação Penal 470. Ele portava um documento falso - o passaporte de um irmão morto há vários anos, Celso Pizzolato.

A prisão foi por este motivo, na cidade de Maranello, região norte da Itália, país do qual Pizzolato tem cidadania e por isso não podia ser extraditado. Agora que foi preso, o condenado deve ser enviado pelos 'carabinieri' para cumprir sua pena de 12 anos e 7 meses de prisão no Brasil. Dos réus da Ação Penal 470, agora o único que ainda está solto - e talvez continue - é o delator, Roberto Jefferson.

De acordo com as primeiras informações, a Polícia Federal do Brasil já teria sido informada sobre o caso. Assim que recebeu ordem de prisão, em novembro, Pizzolato fugiu do Brasil por Buenos Aires, na Argentina. Depois de ter chegado na Itália, ele divulgou nota por meio de seu advogado justificando sua fuga, criticando a condenação e pedindo um novo julgamento.

"Por não vislumbrar a mínima chance de ter um julgamento afastado de motivações político eleitorais, com nítido caráter de exceção, decidi consciente e voluntariamente fazer valer meu legítimo direito de liberdade para ter um novo julgamento, na Itália, em um Tribunal que não se submete às imposições da mídia empresarial, como está consagrado no tratado de extradição Brasil e Itália", disse ele na ocasião.

Abaixo, notícia da Agência Brasil a respeito:

Foragido desde novembro, Henrique Pizzolato é preso na Itália

Ivan Richard - A Polícia Federal informou hoje (5) que prendeu na Itália o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a operação foi realizada em conjunto com a polícia da Itália.

O ex-diretor fugiu para a Itália, em novembro de 2013. Ele passou a ser considerado foragido pela Polícia Federal e teve o nome incluído na lista da Interpol de procurados em mais de 190 países. Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 12 anos e sete meses de prisão, pelos crimes de lavagem de dinheiro, peculato e formação de quadrilha. Após a fuga do ex-diretor, o Ministério da Justiça (MJ) informou que ele poderia ser extraditado para o Brasil.

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