Planalto elabora dossiê para forçar saída de Mandetta

Grupo formado por militares e membros da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), vem se dedicando a encontrar possíveis irregularidades em contratos firmados pelo Ministério da Saúde com empresas prestadoras de serviço

Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta
Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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247 - A crise interna no governo Jair Bolsonaro sobre a condução do enfrentamento à pandemia do novo coronavírus e que deve levar á demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, levou um grupo de servidores a atuar na elaboração de um dossiê contra o chefe da pasta. Segundo reportagem da revista Veja, um grupo destacado pelo Comitê de Crise para tratar da pandemia, formado por militares e membros da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), vem se dedicando à busca de possíveis irregularidades em contratos firmados recente pelo Ministério da Saúde com empresas prestadoras de serviço. 

Os alvos centrais da investigação, segundo a reportagem, seriam dois ex-deputados do DEM que centralizariam os contratos de compras firmados pelo ministério. Os ex-parlamentares são correligionários e amigos próximos de Mandetta. Oficialmente, porém, a análise dos contratos busca verificar se eles estão sintonizados com as estratégias de combate à pandemia. Os nomes visados são o de José Carlos Aleluia e Abelardo Lupion, que atuam como assessores do ministro. 

“Os agentes apuram informações sobre pagamentos suspeitos, contratos que foram firmados com empresas que não existem ou só existem no papel, liberação de recursos para prefeituras e cobrança de comissões”, ressalta a reportagem. Algumas das suspeitas já vinham sendo investigadas desde ano passado, mas foram reforçadas após Mandetta se desentender publicamente com Jair Bolsonaro sobre o enfrentamento da pandemia. O material, ainda conforme a reportagem, deverá ser usado pelo Planalto para forçar Mandetta a pedir demissão.

“A ação para desconstruir a imagem de Mandetta é mais ampla. Além de suspeitas de irregularidades no ministério, o governo pretende apresentar o ministro como um gestor incompetente. Para isso, o grupo de inteligência do Planalto está reavaliando tudo o que o ministério tem feito até agora para combater a pandemia”, destaca o texto. 

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