Planalto nega escolha de advogado para o Supremo

Palácio do Planalto nega que o advogado tributarista Heleno Torres tenha sido escolhido para a vagado ex-ministro Carlos Ayres Britto no Supremo Tribunal Federal, como divulgou a Agência Estado; Torres esteve com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto na noite desta quinta-feira, acompanhado pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; o advogado é ligado a Ricardo Lewandowski e ao prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), e ao advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams

Planalto nega escolha de advogado para o Supremo
Planalto nega escolha de advogado para o Supremo (Foto: Claudio Belli/Valor)
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247 - A assessoria do Palácio do Planalto negou que a presidente Dilma Rousseff tenha escolhido o advogado tributarista Heleno Torres para ocupar a vaga deixada por Carlos Ayres Britto no Supremo Tribunal Federal (STF). "Não é verdadeira a informação de que a presidenta Dilma Rousseff tenha escolhido o nome do futuro ministro do Supremo Tribunal Federal. Quando a decisão for tomada, o anuncio será feito através de nota oficial", diz a nota.

A informação foi divulgada pela Agência Estado. Torres esteve na noite desta quinta-feira no Palácio do Planalto, acompanhado pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Professor da Universidade de São Paulo (USP), o pernambucano conversou com a presidente Dilma, mas saiu do encontro dizendo que não tinha sido convidado para ocupar cadeira no Supremo.

"Conversamos sobre o cargo e fiz uma apresentação técnica, mas não recebi convite", disse o advogado à revista Consultor Jurídico. Torres é ligado a Ricardo Lewandowski e também ao prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT). O advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, é o outro padrinho da indicação de Torres.

Confira perfil de Torres feito pelo Conjur:

Formado pela Faculdade de Direito de Recife, Heleno Taveira Torres foi tenente do Exército e tentou ser juiz federal. Em 1992, ele foi um dos dez bolsistas escolhidos pelo Ministério do Exterior da Itália entre estudantes de toda a América Latina. Sua tese, que relacionava o Direito Romano aos conceitos do Direito Tributário, foi escolhida em primeiro lugar. De volta da Itália, Torres chegou a prestar concurso para juiz federal. Foi aprovado entre os 37 dos mais de 3 mil convocados. Uma suspensão judicial das provas, por três anos, o forçou a decidir pela vida acadêmica e partir para o doutorado. De 1996 até 2004, quando abriu o escritório de advocacia, Torres se dedicou integralmente à vida universitária.

 

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