PML: voltamos a tradição da República Velha de tratar sindicato na porrada
O ministro da Justiça Sérgio Moro pretende indicar outro membro da Polícia Federal para comandar a área de registros sindicais incorporada ao ministério da Justiça; na visão do jornalista Paulo Moreira Leite, ao nomear um delegado para regulamentar as ações dos sindicatos, Moro retoma a tradição "da República Velha de tratar o sindicalismo na base da porrada"; "A polícia não pode fechar um sindicato, o sindicato faz parte da sociedade", completa o jornalista
247 - O programa Boa Noite 247 desta quarta-feira (9) abordou o edital lançado pelo MEC, que logo na sequência foi vetado pelo próprio governo, tamanha as incoerências contidas nele, e a perseguição aos sindicalismo após Moro nomear um delegado para coordenar a pasta responsável pelos registros sindicatos no ministério da Justiça. "Voltamos a tradição da República Velha de tratar sindicato na porrada", denuncia o jornalista Paulo Moreira Leite.
O Ministério da Educação, comandado por Ricardo Vélez Rodríguez, informou na tarde desta quarta-feira 9 ter decidido tornar sem efeito o polêmico edital sobre livros didáticos, que permitia publicidade, liberava erros de português e textos sem fonte, entre outras barbaridades, publicado no dia 2 de janeiro. Ele diz que no texto havia "erros que foram detectados no documento cuja produção foi realizada pela gestão anterior do MEC e enviada ao FNDE em 28 de dezembro de 2018".
Para o jornalista Alex Solnik, o edital lançado pelo MEC propõe a "censura" e que agora o governo percebe que não "pode sair por ai tomando medidas inconstitucionais".
O ex-juiz federal e atual ministro da Justiça Sérgio Moro pretende nomear mais um delegado da Polícia Federal para compor o time de uma das pastas mais importantes do governo Bolsonaro. Ele pretende indicar outro membro da Polícia Federal para comandar a área de registros sindicais incorporada ao ministério da Justiça.
Na visão de Paulo Moreira Leite, ao nomear um delegado para regulamentar as ações dos sindicatos, Moro retoma a tradição "da República Velha de tratar o sindicalismo na base da porrada".
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