PMs acusados de estuprar moradora da Rocinha são presos

Policiais foram levados neste sbado para o Batalho Especial Prisional, em Benfica, zona norte do Rio;em depoimento, eles negaram a acusao

PMs acusados de estuprar moradora da Rocinha são presos
PMs acusados de estuprar moradora da Rocinha são presos (Foto: Divulgação)
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247, com Agência Brasil - A Justiça do Rio de Janeiro decretou na madrugada de hoje (21) a prisão temporária por 30 dias dos três policiais militares (PMs) acusados de estuprar uma moradora da Favela da Rocinha, na zona sul do Rio, na última quarta-feira (18). De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, os PMs foram levados nesta manhã para o Batalhão Especial Prisional, em Benfica, zona norte.

Após depoimento de cerca de oito horas na 14ª DP, do Leblon, os dois policiais negaram as acusações. Segundo eles, a autora da acusação, uma mulher de 36 anos presa na quarta-feira por ter furtado uma bolsa, ficou o tempo todo presente, o que, para eles, é prova de que a agressão não ocorreu.

Em seu depoimento, a mulher acusou um policial de amarrá-la e depois afirmou ter sido violentada por outro agente com socos e pontapés. Ela disse também ter sido ameaçada de morte caso denunciasse os PMs na delegacia.

As investigações sobre o caso estão sendo conduzidas pelo delegado Gilberto Ribeiro, da 14ª Delegacia de Polícia, no Leblon, zona sul. Em nota, a secretaria de Segurança do estado informou que vai abrir procedimento administrativo disciplinar para apurar os fatos e que o secretário José Mariano Beltrame determinou à Corregedoria-Geral Unificada o máximo de rigor nas investigações.

O comando da Polícia Militar já havia anunciado o afastamento dos policiais e aberto um inquérito para apurar as denúncias. Os três são acusados de estuprar a moradora, cuja identidade está sendo preservada, após flagrá-la cometendo furtos na favela, que é ocupada pela polícia desde novembro do ano passado, quando foi iniciado o processo de pacificação no local. A mulher passou por exames de corpo de delito no Instituto Médico-Legal do Rio para constatar o abuso sexual.

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