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Pochmann critica entreguismo na aviação: o capital não tem pátria

"Como toda corporação transnacionais revela, o capital não tem pátria. Por isso que não se pode estranhar a indicação da Boeing de retirar do Brasil, o emprego, a produção e tecnologia da Embraer, salvo analistas 'cabeça de planilha' defensores do receituário neoliberal", afirmou o economista Márcio Pochmann

Pochmann critica entreguismo na aviação: o capital não tem pátria (Foto: Esq.: Elza Fiúza - ABR )

247 - O economista Márcio Pochmann criticou a transferência de tecnologia e produção da Embraer para seu território para a Boeing. De acordo com as companhias, a totalidade das operações de aviação comercial da Embraer ficou em US$ 4,75 bilhões, com a Boeing desembolsando US$ 3,8 bilhões pelos 80% de participação no negócio.

"Como toda corporação transnacionais revela, o capital não tem pátria. Por isso que não se pode estranhar a indicação da Boeing de retirar do Brasil, o emprego, a produção e tecnologia da Embraer, salvo analistas 'cabeça de planilha' defensores do receituário neoliberal", escreveu o estudioso no Twitter.

Estão em andamento planos para a instalação nos Estados Unidos de uma linha de produção do cargueiro militar KC-390, uma das obras-primas da aviação mundial. O KC-390 é um dos projetos aeronáuticos mais elogiados do mundo e atendo a funções múltiplas em logística. Também pode ser usado para transporte de cargas, abastecimento, remoção de feridos e mais uma série de aplicações complexas.

De acordo com reportagem do jornal Valor, o "relatório recente do Bank of America, assinado por Ronald Epstein, um dos mais respeitados analistas do setor aéreo, trazia a informação sobre o plano de levar o KC aos EUA. A Embraer não quis comentar. Mas o Valor apurou que, em conversas com analistas de ações fora do Brasil, os executivos da Embraer têm falado genericamente sobre essa negociação em curso".