Polícia civil de Caiado, em Goiás, faz ação contra sites de notícias e Marconi denuncia prática nazista

Uma ação da polícia civil de Goiás contra três sites do estado provocou dura reação do ex-governador Marconi Perillo, que acusou seu sucessor Ronaldo Caiado de adotar práticas nazistas. Segundo ele, o governo Caiado "se mostra cada dia mais próximo da política adotada por Joseph Goebbels, o mentor da comunicação do governo de Adolf Hitler”

Ronaldo Caiado e Marconi Perillo
Ronaldo Caiado e Marconi Perillo (Foto: Hegon Correa | Reprodução)

Do Goiás 24 horas - O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) manifestou-se através de nota sobre os desdobramentos da Operação Sofisma, deflagrada nesta quinta-feira, 23. “Causa profunda estranheza o fato de a operação policial em questão se restringir unicamente a três veículos de comunicação”, diz a nota.

Marconi afirmou que os blogs e sites que foram alvos da operação somam mais quatro milhões de acessos mensais e possuem em comum a “linha editoral independente e combativa, que aponta os erros do atual governo”.

“Por que não investigam todos os outros órgãos de imprensa que também receberam mídias do governo anterior?”, indaga. As contratações dos espaços publicitários nesses veículos foram realizadas absolutamente de acordo com a legislação, respaldadas em licitação”, apontou Marconi.

O ex-governador disse ainda que “a ação policial tem nome: Operação Censura”. Ele sublinhou que se trata da verdadeira face de um governo “ineficiente e inoperante”, que não aceita conviver com os princípios democráticos da crítica e do contraditório e “que se mostra cada dia mais próximo da política adotada por Joseph Goebbels, o mentor da comunicação do governo de Adolf Hitler”.

Leia a íntegra da nota de Marconi Perillo:

“Causa profunda estranheza o fato de a operação policial em questão se restringir unicamente a três veículos de comunicação, que juntos somam mais de 4 milhões de acessos mensais em seus sites e têm em comum linha editoral independente e combativa, que aponta os erros do atual governo.

A pergunta que fica é: por que não investigam todos os outros órgãos de imprensa que também receberam mídias do governo anterior? As contratações dos espaços publicitários nesses veículos foram realizadas abosulamente de acordo com a legislação, respaldadas em licitação. As agências tinham autonomia para, com base em audiência e público, definir a veiculação das campanhas de prestação de contas do governo.

Essa ação policial de hoje tem nome: Operação Censura. É a verdadeira face de um governo ineficiente e inoperante, que não aceita lidar e conviver com os princípios democráticos da crítica e do contraditório, e que se mostra cada dia mais próximo da política adotada por Joseph Goebbels, o mentor da comunicação do governo de Adolf Hitler: perseguir a imprensa livre e repetir mentiras, infinitas vezes, para tentar transformá-las em verdades.”

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