Polícia Federal apreende R$ 9,5 bilhões do crime organizado em 2025
Balanço apresentado por Andrei Rodrigues aponta recorde histórico em bens retirados de organizações criminosas, com dinheiro, imóveis, aeronaves e veículos
247 - A Polícia Federal encerrou o ano de 2025 com R$ 9,5 bilhões em bens apreendidos de organizações criminosas, valor classificado como recorde histórico pela corporação. Os dados fazem parte do balanço de ações apresentado nesta terça-feira (10/2) pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
As informações foram divulgadas originalmente pelo portal Metrópoles, que acompanhou a apresentação do balanço. Segundo Rodrigues, o montante ainda pode crescer com a consolidação de novos dados internos, mas já representa tudo o que foi “encontrado e retirado do crime organizado” ao longo do último ano.
De acordo com o diretor-geral, o valor reúne diferentes tipos de bens apreendidos em operações da Polícia Federal, incluindo dinheiro em espécie, imóveis, aeronaves e veículos. Ele destacou que, nos últimos anos, o total confiscado de organizações criminosas variava entre R$ 1 bilhão e R$ 6 bilhões, o que torna o resultado de 2025 um marco inédito.
“Isso é dinheiro encontrado e retirado do crime organizado. A gente vem numa crescente, num grande esforço de enfrentar o crime organizado. Para tirar poder do crime organizado, tem que enfrentar o poder econômico”, afirmou Andrei Rodrigues durante coletiva de imprensa.
O diretor-geral também defendeu a integração entre as forças de segurança pública, uma das principais bandeiras do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca avançar no Congresso com uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) voltada à ampliação da cooperação entre as polícias. Para Rodrigues, os resultados práticos dessa estratégia já são visíveis.
Como exemplo, ele citou o avanço das investigações da Polícia Federal sobre fraudes financeiras no Banco Master. Segundo Rodrigues, o progresso do caso ocorreu graças à “coragem” do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em compartilhar informações com a corporação, o que teria sido decisivo para aprofundar as apurações.
Em outro momento da apresentação, Andrei Rodrigues detalhou a atuação da PF nas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), modelo de cooperação que reúne diferentes órgãos de segurança. Em 2025, foram realizadas 253 operações no âmbito das Ficcos, com apreensões que somaram mais de R$ 169 milhões.
“A integração é prática. Nós estamos no dia a dia exercitando esse processo. Isso anda e funciona, e os resultados estão aí”, declarou o diretor-geral da PF.
Ao fazer um balanço mais amplo, Rodrigues classificou 2025 como um “ano desafiador” para a Polícia Federal. Segundo ele, a corporação realizou mais de 4 mil operações ao longo do ano e instaurou mais de 44 mil inquéritos, incluindo investigações de grande complexidade na área de crimes financeiros e contra organizações criminosas.